A aplicação de óleos essenciais no tratamento de disfunções olfatórias pós-COVID-19
Visualizar/abrir
Data
2022Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
Com o advento da pandemia de Coronavírus e as manifestações clínicas causadas pelo vírus SARS-CoV-2, a humanidade está vivenciando as consequências do surto de COVID-19, entre eles, o crescente número de casos de disfunções olfatórias. A perda de olfato, também conhecida como anosmia, interfere diretamente na qualidade de vida da população, reforçando-se a necessidade de um tratamento eficaz para este sintoma. Atualmente, o treinamento do olfato é o tratamento mais comumente utilizado para recu ...
Com o advento da pandemia de Coronavírus e as manifestações clínicas causadas pelo vírus SARS-CoV-2, a humanidade está vivenciando as consequências do surto de COVID-19, entre eles, o crescente número de casos de disfunções olfatórias. A perda de olfato, também conhecida como anosmia, interfere diretamente na qualidade de vida da população, reforçando-se a necessidade de um tratamento eficaz para este sintoma. Atualmente, o treinamento do olfato é o tratamento mais comumente utilizado para recuperação da capacidade olfatória em pacientes com anosmia, sendo utilizado, tradicionalmente, óleos essenciais de limão, rosa, cravo e eucalipto. Diante disso, o presente trabalho tem por objetivo compreender melhor as particularidades que a anosmia associada a infecção por COVID-19 possui, bem como entender a utilização de óleos essenciais no treinamento de olfato. Sabese que a escolha destes óleos se deve a estudos anteriores sobre o prisma de odores de Henning, segundo o qual, os odores podem ser classificados em seis categorias – floral (rosa), frutal (limão), pútrido, especiarias (cravo), queimado e resinoso (eucalipto) – considerando-se as semelhanças na estrutura química das moléculas. Contudo, o que se pode perceber é que a tradicional utilização destes quatro óleos essenciais (cravo, eucalipto, limão e rosa) se deve mais ao estímulo dos neurônios sensoriais olfativos, devido a plasticidade dos mesmo, do que a utilização pelas propriedades terapêuticas. Dessa forma, sabe-se que a utilização de óleos essenciais no treinamento de olfato pode ser uma alternativa promissora no tratamento de pacientes acometidos por COVID-19, principalmente se for explorada uma quantidade maior de espécies vegetais. ...
Abstract
With the advent of the Coronavirus pandemic and the clinical manifestations caused by the SARS-CoV-2 virus, humanity is experiencing the consequences of the COVID-19 outbreak, among them, the growing number of cases of olfactory dysfunctions. Loss of smell, also known as anosmia, directly interferes with the population's quality of life, reinforcing the need for an effective treatment for this symptom. Currently, smell training is the most used treatment for the recovery of olfactory capacity i ...
With the advent of the Coronavirus pandemic and the clinical manifestations caused by the SARS-CoV-2 virus, humanity is experiencing the consequences of the COVID-19 outbreak, among them, the growing number of cases of olfactory dysfunctions. Loss of smell, also known as anosmia, directly interferes with the population's quality of life, reinforcing the need for an effective treatment for this symptom. Currently, smell training is the most used treatment for the recovery of olfactory capacity in patients with anosmia, traditionally using essential oils of lemon, rose, clove and eucalyptus. Therefore, the present work aims to better understand the particularities that anosmia associated with COVID-19 infection has, as well as understand the use of essential oils in smell training. It is known that the choice of these oils is due to previous studies on the Henning odor prism, according to which odors can be classified into six categories - floral (rose), fruity (lemon), putrid, spices (clove), burnt and resinous (eucalyptus) – considering the similarities in the chemical structure of the molecules. However, what can be seen is that the traditional use of these four essential oils (clove, eucalyptus, lemon and rose) is due more to the stimulation of olfactory sensory neurons, due to their plasticity, than to their use for their therapeutic properties. Thus, it is known that the use of essential oils in olfactory training can be a promising alternative in the treatment of patients affected by COVID-19, especially if a greater amount of plant species is explored. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Farmácia. Curso de Farmácia.
Coleções
-
TCC Farmácia (709)
Este item está licenciado na Creative Commons License
