Reação inflamatória uterina em éguas após inseminação artificial com sêmen congelado contendo espermatozoides vivos ou mortos
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Data
2018Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
Após a cobertura ou inseminação na égua, há o desenvolvimento de uma reação inflamatória uterina aguda. O objetivo do presente estudo foi avaliar a reação inflamatória uterina 4 horas após a inseminação no corpo uterino, com espermatozoides vivos ou mortos, buscando identificar possíveis diferenças na resposta imune. Para tal, foram utilizadas 20 éguas em cio (n=20), com folículo dominante ± 35mm, edema uterino, sem acúmulo de líquido intrauterino e livres de PMNs ao exame citológico. Os animai ...
Após a cobertura ou inseminação na égua, há o desenvolvimento de uma reação inflamatória uterina aguda. O objetivo do presente estudo foi avaliar a reação inflamatória uterina 4 horas após a inseminação no corpo uterino, com espermatozoides vivos ou mortos, buscando identificar possíveis diferenças na resposta imune. Para tal, foram utilizadas 20 éguas em cio (n=20), com folículo dominante ± 35mm, edema uterino, sem acúmulo de líquido intrauterino e livres de PMNs ao exame citológico. Os animais foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: LIVE – inseminação com espermatozoides vivos e DEAD - inseminação com espermatozoides mortos através de congelamento rápido em nitrogênio líquido seguido de descongelamento a 37ºC, sendo utilizado um pool de sêmen congelado pertencente a dois garanhões. Quatro horas após a inseminação as éguas foram abatidas, seus úteros coletados e lavados com PBS, sendo o líquido recuperado, separado para contagem de leucócitos. Após a lavagem, foram retiradas 3 amostras de endométrio: corno contralateral, corno ipsilateral e corpo uterino, para exame histopatológico. As éguas inseminadas com espermatozoides mortos apresentaram um número menor de leucócitos recuperados no lavado uterino, resultado que se repetiu na contagem de neutrófilos por campo na análise histopatológica dos estratos compacto e esponjoso, onde éguas inseminadas com espermatozoides mortos apresentaram um infiltrado neutrofílico menos intenso. Não foi observada influência do local, dentro do mesmo grupo, sobre a reação inflamatória e não houve interação entre os grupos. Contudo, quando se comparou o número de neutrófilos por local, entre os grupos, foram observadas tendências de o infiltrado neutrofílico ser menor no estrato compacto do corno contralateral de éguas inseminadas com espermatozoides mortos e maior no estrato esponjoso do corno ipsilateral de éguas inseminadas com espermatozoides vivos. Além disso, o número de neutrófilos por campo do estrato esponjoso do corno contra lateral foi menor no grupo de éguas inseminadas com espermatozoides mortos. Portanto, concluiu-se que a inseminação com espermatozoides mortos ocasionou uma reação inflamatória menos intensa 4 horas após a introdução do sêmen no lúmen uterino, quando comparada à inseminação com espermatozoides vivos. Estes resultados podem estar relacionados com as diferentes interações de espermatozoides vivos e mortos com o plasma seminal, o sistema imune e o ambiente uterino. ...
Abstract
After the natural breeding or insemination in the mare, an acute inflammatory reaction develops. The aim of this study was to evaluate the uterine inflammatory reaction 4 hours after insemination, in the body of the uterus, with live and dead spermatozoa, looking to identify possible differences in the immune response. Twenty mares were used in estrus with dominant follicles ± 35mm, uterine edema, without uterine fluid and without PMNs in the cytological examination. The animals were randomly d ...
After the natural breeding or insemination in the mare, an acute inflammatory reaction develops. The aim of this study was to evaluate the uterine inflammatory reaction 4 hours after insemination, in the body of the uterus, with live and dead spermatozoa, looking to identify possible differences in the immune response. Twenty mares were used in estrus with dominant follicles ± 35mm, uterine edema, without uterine fluid and without PMNs in the cytological examination. The animals were randomly distributed in to two groups: LIVE – insemination with live spermatozoa and DEAD – insemination with dead spermatozoa, killed by snap freezing in liquid nitrogen followed by thawing at 37ºC. A pool of frozen semen from two stallions was used. Four hours after the insemination the mares were slaughthered and the uteruses were collected and flushed with PBS, the fluid recovered was then examined for leukocytes search and count. After the flush, 3 endometrial samples (contralateral horn, ipsilateral horn and body) were collected for histopathological examination. Mares that were inseminated with dead spermatozoa showed a significantly smaller number of leucocytes in the uterine flush, a result that repeated itself in the neutrophil count per field in the stratum compactum and stratum spongiosum in the histopathological examination, where mares inseminated with dead spermatozoa presented a less intense neutrophilic infiltrate. It wasn’t observed an influence of the site sampled, on the inflammatory reaction in the same group and there was no interaction between the two groups. However, when the number of neutrophils per field and per site was compared between the two groups, tendencies for the neutrophilic infiltrate being less intense in the stratum compactum of the contralateral horn of mares inseminated with dead spermatozoa, and more intense in the stratum spongiosum of the ipsilateral horn of mares inseminated with live spermatozoa, were observed. In addition, the number of neutrophils per field of the stratum spongiosum in the contralateral uterine horn was significantly smaller in the group of mares inseminated with dead spermatozoa. It was concluded that the insemination with dead spermatozoa entailed a less intense inflammatory reaction 4 hours after the introduction of semen in the uterine lumen, when compared to the insemination with live spermatozoa. This results may be related to the different interactions of live and dead spermatozoa with seminal plasma, the immune system and the uterine environment. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Veterinária. Curso de Medicina Veterinária.
Coleções
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TCC Medicina Veterinária (985)
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