As sesmarias da Fazenda Boa Vista : terra e herança nos campos de Viamão (1735-1813)
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Data
2018Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Resumo
Este estudo sobre concessão de sesmarias e ocupação da terra, heranças e enraizamento da metrópole foca-se na formação da propriedade estancieira ao longo do século XVIII, até o início do XIX, no Sul do Brasil. Ele toma como caso para análise a sucessão de proprietários da Fazenda Boa Vista, nos Campos de Viamão. Procura demonstrar os limites nas pretensões das primeiras famílias agraciadas com sesmarias nesta região de se perpetuarem na posse das terras havidas, mesmo fazendo uso de estratégia ...
Este estudo sobre concessão de sesmarias e ocupação da terra, heranças e enraizamento da metrópole foca-se na formação da propriedade estancieira ao longo do século XVIII, até o início do XIX, no Sul do Brasil. Ele toma como caso para análise a sucessão de proprietários da Fazenda Boa Vista, nos Campos de Viamão. Procura demonstrar os limites nas pretensões das primeiras famílias agraciadas com sesmarias nesta região de se perpetuarem na posse das terras havidas, mesmo fazendo uso de estratégias de casamento dentro do núcleo restrito de famílias proprietárias. Entre as barreiras que encontraram estão às leis de herança e a própria cultura religiosa. No caso da Fazenda Boa Vista, que reuniu três sesmarias em torno de um pequeno núcleo centrado na família de Dona Catarina de Lima Pinto, evidencia-se o início de um ciclo de domínio, posse e poder dos migrados de Colônia do Sacramento na nascente Freguesia de Viamão – desde a primeira fase de ocupação das terras por tropeiros e bandeirantes portugueses – e o final deste ciclo, de quase cem anos, quando se revelam finitas as possibilidades da família seguir com a propriedade das estâncias diante do afunilamento das questões hereditárias. Por conta das normas morais, culturais e religiosas, não é possível ao único filho e herdeiro da Boa Vista, o Padre João Diniz, manter a propriedade. A venda da fazenda para o Barão de Santo Amaro abre espaço à introdução de outro ciclo, melhor contextualizado na conjuntura econômica do país e do mundo da época, caracterizando um caso típico do fenômeno de “interiorização da metrópole”1, ocorrido com a onda de “progressos” resultante da transferência da família Real para o Brasil, da entrada de novos e vultuosos capitais e da abertura dos portos. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Curso de História: Bacharelado.
Coleções
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TCC História (796)
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