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dc.contributor.advisorFraga, Alex Brancopt_BR
dc.contributor.authorVaz, Fabiana Fernandespt_BR
dc.date.accessioned2018-02-08T02:26:36Zpt_BR
dc.date.issued2017pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10183/172493pt_BR
dc.description.abstractA discussão sobre as práticas corporais na área da saúde tem se ampliado nos últimos anos, possivelmente, pelo aumento de políticas públicas na área da saúde, direcionadas à implementação dessas práticas. Nesse processo de indução, diferentes formas de entender a interface entre práticas corporais e saúde passam a circular de forma mais ou menos intensa junto à população, com maior ou menor potencial de reconfiguração de um repertório de expressões comumente associadas, tais como exercício físico, atividade física, cuidado, bem-estar e doença. Por isso, estudar os sentidos que certos grupos, em determinado contexto, atribuem aos termos dessa relação torna-se, academicamente, importante. Dentro desse quadro, o objetivo deste estudo é analisar os significados atribuídos pelos estudantes dos anos finais do ensino fundamental às práticas corporais que “fazem bem para a saúde”. Para alcançá-lo, foram utilizados dados secundários de fotos, áudios e textos produzidos pelos alunos do 8º ano (35 alunos) e do 9º ano (37 alunos) de uma escola da rede municipal de Canoas, Rio Grande do Sul, durante o desenvolvimento de uma Unidade Didática (UD), baseada no Tema Transversal Saúde, que se valeu, basicamente, do registro fotográfico de práticas que os estudantes consideravam fazer bem à saúde fora do ambiente escolar. Também, foi realizada uma entrevista semiestruturada com 12 estudantes dos anos finais do ensino fundamental (8º ano e 9º ano), convidados, principalmente, em função da participação assídua e pela contribuição mais detalhada durante as atividades desenvolvidas em aula. A análise de conteúdo de Bardin foi a metodologia adotada para tratar do material produzido pelos estudantes durante o desenvolvimento da UD, bem como das respostas às entrevistas semiestruturadas A estrutura analítica está dividida em duas seções. A primeira, intitulada “saúde é...”, na qual discorro sobre as definições dos estudantes acerca do termo saúde, está subdividida em duas categorias: “cuidar de mim” e “cuidar da doença”. Na segunda, intitulada “práticas corporais que fazem bem para a saúde são...”, também há duas categorias: uma intitulada “práticas corporais associadas aos ganhos orgânicos”, na qual identifico que a associação mais recorrente às práticas corporais que fazem bem à saúde é o exercício físico; e outra categoria, chamada “práticas corporais associadas à dimensão lúdico-afetiva”, na qual construí uma subcategoria mais focada na importância da diversão e do gosto pela prática como principal elo com a noção de saúde; e outra mais focada nas justificativas que enfatizam a importância dos gestos de afeto, tais como um abraço ou um beijo, ou de um estado de espírito positivo com o próximo (ternura, compaixão, amor) como elementos que fazem bem à saúde. Conclui-se que os estudantes, quando questionados sobre as práticas corporais que fazem bem à saúde, apresentam um conjunto de conhecimentos bastante diversificado, muitas vezes, mais ligado à lógica de que o sujeito é responsável pela sua própria saúde e de que os ganhos orgânicos decorrentes da prática, por si só, seriam suficientes para fazer bem. Em contrapartida, muitos estudantes afirmaram que a diversão ou um gesto de carinho faz muito mais bem à saúde do que a simples prática de um determinado exercício físico. Dessa forma, apesar de polissêmico, a maioria dos alunos associou o significado sobre práticas corporais que fazem bem à saúde aos exercícios físicos que proporcionam ganhos orgânicos.pt_BR
dc.description.abstractThe debate on bodily practices in health has been expanding in recent years, possibly as a result of increase in public policies for the area, focused on implementing those practices. In this process of induction, distinct ways of understanding the interface between bodily practices and health begin to circulate more or less intensely among the population, with higher or lower potential to reconfigure a repertoire of expressions that are usually associated such as physical exercise, physical activity, care, well-being and illness. Therefore, it becomes academically important to study the meanings that certain groups ascribe to the terms of that relationship in a given context. Therefore, this study looks into the meanings ascribed by students of the final years of elementary school to bodily practices that “are good for health”. It used secondary data from photos, audio and texts produced by students from the 8th year (35 students) and 9th year (37 students) from a municipal school in Canoas, Brazil, during the development of a Didactic Unit (DU) based on the Health Transversal Theme, which basically relied on photographic record of practices that students considered good for health outside the school environment. Semi-structured interviews were also conducted with 12 students from the final years of elementary school (8th and 9th years), who were invited mainly due to their assiduous participation and their more detailed contribution during class activities. Bardin’s content analysis was the methodology adopted to address the material produced by the students during the development of the DU as well as the answers to the semi-structured interviews The analytical framework is divided into two sections. The first one is called “health is...” and discusses students’ definitions of the word health. It is subdivided into two categories: “taking care of myself” and “taking care of illness”. The second section, called “bodily practices that are good for health are...”, also includes two categories: “bodily practices associated with organic gains”. I point out that the most recurrent association with bodily practices that are good for health is physical exercise; and “bodily practices associated with the playfulaffective dimension”, in which I built a subcategory focused on the importance of having fun and enjoying the practice as the main link with the notion of health; and another one focused on justifications that emphasize the importance of affective gestures such as a hug or a kiss, or a positive state of mind towards others (tenderness, compassion, love) as elements that are good for health. The study finds that students, when questioned about healthy bodily practices, present a very diversified set of knowledge, often more connected to the logic that subjects are responsible for their own health and that organic gains resulting from practice alone would be enough to provide wellness. In contrast, many students stated that fun or a caring gesture is much better for health than simply practicing a particular physical exercise. Thus, the meaning of physical practices that are good for health is polysemic, and most students associated it to physical exercises that provide organic gains.en
dc.format.mimetypeapplication/pdf
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsOpen Accessen
dc.subjectSchoolen
dc.subjectEscolapt_BR
dc.subjectEducação físicapt_BR
dc.subjectBodily practicesen
dc.subjectPráticas corporaispt_BR
dc.subjectHealth promotionen
dc.subjectPromoção da saúdept_BR
dc.titleOs significados das práticas corporais que “fazem bem para a saúde” : um olhar dos estudantes dos anos finais do ensino fundamental de uma escola da rede municipal de Canoaspt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.identifier.nrb001059290pt_BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal do Rio Grande do Sulpt_BR
dc.degree.departmentEscola de Educação Física, Fisioterapia e Dançapt_BR
dc.degree.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humanopt_BR
dc.degree.localPorto Alegre, BR-RSpt_BR
dc.degree.date2017.pt_BR
dc.degree.levelmestradopt_BR


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