Validação de material educativo audiovisual sobre asma

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Data
2015Autor
Orientador
Co-orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
O baixo letramento em saúde está associado a uma série de resultados negativos, tais como maior número de hospitalizações, maior utilização de cuidados de emergência, baixa adesão à medicação e menor capacidade de interpretar rótulos e mensagens de saúde. O uso de vídeos na atualidade, com fins didáticos, faz parte do que hoje são chamados, materiais educativos audiovisuais (MEAs). A utilização de MEA como instrumento de educação em saúde pode ser um recurso útil no manejo de doenças crônicas c ...
O baixo letramento em saúde está associado a uma série de resultados negativos, tais como maior número de hospitalizações, maior utilização de cuidados de emergência, baixa adesão à medicação e menor capacidade de interpretar rótulos e mensagens de saúde. O uso de vídeos na atualidade, com fins didáticos, faz parte do que hoje são chamados, materiais educativos audiovisuais (MEAs). A utilização de MEA como instrumento de educação em saúde pode ser um recurso útil no manejo de doenças crônicas como a asma, visto que pacientes com asma e baixo letramento em saúde não utilizam seus inaladores tão bem quanto pacientes com asma e alto letramento em saúde. Um material educativo audiovisual sobre asma foi desenvolvido no período de Agosto a Dezembro de 2014, na disciplina de Atenção Farmacêutica III, na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Para validação do MEA adaptou-se a técnica de entrevistas intitulada “Revisão de Materiais e Aprendizagem”. Pontos fundamentais do MEA foram transformados em questões visando a avaliação de características como compreensão, atratividade, aceitabilidade, auto–eficácia e persuasão. Foram entrevistados 10 pacientes oriundos da Unidade Básica de Saúde Santa Cecília. Destes, 5 pacientes eram portadores de asma e 5 não portadores. Os pacientes não asmáticos, em sua maioria, demonstraram ter compreendido o MEA, sendo que alguns não descreveram a construção do espaçador artesanal infantil exatamente como mostrada no vídeo; os pacientes asmáticos demonstraram ter compreendido o material. Quanto à atratividade e aceitabilidade, ambos os grupos consideraram-no adequado; quanto à capacidade de reprodução do uso do nebulímetro acoplado ao espaçador e à construção de um espaçador artesanal como o mostrado no vídeo, ambos os grupos de pacientes foram unânimes em responder que conseguiriam realizar a técnica (auto-eficácia); quanto à persuasão, os pacientes não asmáticos, no geral, disseram acreditar que seus familiares ou amigos, caso tivessem que usar o nebulímetro acoplado ao espaçador e construir o espaçador artesanal como mostrado no vídeo, conseguiriam fazê-lo, enquanto os pacientes asmáticos foram unânimes ao relatarem acreditar que seus familiares ou amigos teriam êxito caso tivessem que usar o nebulímetro acoplado ao espaçador e construir o espaçador artesanal. Com base nas respostas dos pacientes foram feitas propostas de inclusões e modificações do MEA e sugere-se, então, um estudo futuro com pacientes asmáticos para a confirmação de que as modificações sugeridas tornaram o MEA adequado. Somente então será possível verificar a real adequação do material e, com isso, garantir a utilização de um instrumento eficaz no processo de educação a pacientes. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Farmácia. Curso de Farmácia.
Coleções
-
TCC Farmácia (709)
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