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dc.contributor.advisorSchmidt, Maria Inêspt_BR
dc.contributor.authorDuncan, Bruce Bartholowpt_BR
dc.date.accessioned2007-06-06T17:11:55Zpt_BR
dc.date.issued1991pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10183/1372pt_BR
dc.description.abstractEmbora as doenças nào transmissíveis representem um problema grande e crescente no Brasil, pouco se conhece hoje sobre a distribuição de vários de seus jâ bem definidos fatores de risco biológico-comportamentais. Para caracterizar o grau em que as prevalências desses fatores variam, individualmente e em combinação, em função do alcance escolar, renda e classe social, foram analisados dados de um estudo transversal, domiciliar, com 1157 adultos, entre 15 e 64 anos de idade, residentes em Porto Alegre (RS), Brasil, em 1986 e 1987. Mesmo diante de um elenco rico e diverso de associaçftes encontradas, variando em função do fator de risco e da dimensão social analisada, verificou-se que as categorias sôcio-econômicas mais baixas geralmente estavam relacionadas com as maiores prevalência de fatores de risco. Nas mulheres, em análise ajustadas por idade e cor, fumo, consumo excessivo de álcool, obesidade e estilo sedentário de vida foram mais prevalentes nas categorias sôcio-econômicas mais baixas; em homens, fumo e consumo excessivo de álcool foram igualmente mais prevalentes. Obesidade e sedentarismo geral, nos homens, foram em geral menos prevalentes nas categorias sociais mais baixas. Controlando, através de regressão logística, os efeitos simultâneos das variáveis idade, cor, situação de emprego, estado civil e número de adultos elegíveis no domicílio, além dos efeitos das outras dimensões sociais, revelaram-se as seguintes associações; as prevalências de fumo, nos homens, estavam mais associadas ao alcance escolar (Razão de chances RC = 4,5 para indivíduos que não atingiram a la série do Ig grau, versus os que alcançaram nível superior; p = 0,06 para tendência geral) e nas mulheres, à classe social (RC = 3 com intervalo de confiança (IC) 95*/. de [1,5 5,9] para o subproletariado (SP), versus a nova pequena burguesia (NPB); o consumo excessivo de álcool, em homens, estava mais relacionado à classe (RC = 3,8 [0,99 14] para SP versus NPB); freqüência maior de obesidade, estava associada ao alcance escolar, em mulheres (RC = 2,2; p < 0,05 para a tendência geral) e em homens (RC = 2,4; p = 0,29 para tendência); freqüências menores de obesidade e sedentarismo geral nos homens, estavam relacionadas à classe social (RC da obesidade = 0,05 [0,01 0,48] para SP e RC do sedentarismo geral - 0,25 [0,08 0,82] para o proletariado típico, respectivamente, ambos comparados com a NPB). As análises do sedentarismo no lazer, para os homens, e do sedentarismo em geral, nas mulheres, não mostraram um padrão claro nas associações estudadas. Prevalências de hipertensão, em análises semelhantes, tenderam a ser mais altas quando associadas ao alcance escolar, em homens (RC = 2,5 ; P < 0,05 para a tendência geral) e, ao contrário do esperado, foram significativamente menores nos homens do proletariado típico (RC = 0,15 [0.02 0.89]) e nas mulheres do proletariado não típico (RC = 0,29 [0.08 0.95]), sempre comparando com a NPB. Indivíduos de menor renda, após controle pelos efeitos do alcance escolar e classe social, em geral mostraram uma tendência para menores prevalências. Com relação ao acúmulo dos fatores de risco, o alcance escolar foi a dimensão sócio—econômica mais consistente: entre as mulheres, considerando o sedentarismo geral em combinação com os outros fatores de risco, as razões de chances, associadas á situação de haver dois ou mais fatores, foram de 2,0 (p < 0.05 para a tendência geral). Os homens de menor alcance escolar, considerando o sedentarismo no lazer em combinação com os outros fatores de risco, acumularam em média 0.49 mais fatores do que aqueles de nível de escolaridade superior (p < 0.01 para a tendência geral). ApOs o controle estatístico da variável alcance escolar, renda e classe social apresentaram pouco ou nenhum efeito no acúmulo de risco. 0 fumo e o estilo sedentário de vida foram os fatores de risco que mais freqüentemente se acumularam, nos indivíduos pesquisados. Em suma, os menos privilegiados da sociedade tendem a apresentar maiores prevalências dos fatores de risco biológicocompartamentais, aqui estudados, para doenças crônicas não transmissíveis, particularmente quando a categoria social é expressa em termos de alcance escolar.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsOpen Accessen
dc.subjectSaúde pública : Brasilpt_BR
dc.subjectFatores socioeconômicospt_BR
dc.subjectFatores de riscopt_BR
dc.titleAs desigualdades sociais na distribuição de fatores de risco para doenças não transmissíveispt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.identifier.nrb000061031pt_BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal do Rio Grande do Sulpt_BR
dc.degree.departmentFaculdade de Medicinapt_BR
dc.degree.programPrograma de Pós-Graduação em Medicina: Clínica Médicapt_BR
dc.degree.localPorto Alegre, BR-RSpt_BR
dc.degree.date1991pt_BR
dc.degree.leveldoutoradopt_BR


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