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dc.contributor.advisorMoura, Nina Simone Vilaverdept_BR
dc.contributor.authorCosta e Silva, Santiagopt_BR
dc.date.accessioned2026-01-21T07:55:36Zpt_BR
dc.date.issued2025pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10183/300511pt_BR
dc.description.abstractAs mudanças do clima intensificam a frequência e a magnitude de eventos extremos, ampliando riscos e impactos desiguais em sistemas socioambientais urbanos. Nesse contexto, os desastres evidenciam processos históricos de vulnerabilização associados à urbanização desigual e à distribuição injusta de recursos, serviços e capacidades de resposta. Este trabalho analisa a espacialização da vulnerabilidade à inundação ocorrida em maio de 2024 no município de Porto Alegre/RS, a partir da adaptação do modelo conceitual-metodológico do Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Foram selecionadas variáveis para compor indicadores de exposição, sensibilidade e capacidade de adaptação fundamentadas em literatura científica. Utilizaram-se dados georreferenciados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, informações oficiais da Prefeitura de Porto Alegre e bases de dados abertas, empregando técnicas de redistribuição espacial baseada nos dados do Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE) para a produção de produtos cartográficos mais acurados. Os resultados evidenciam um padrão centro–periferia na distribuição da vulnerabilidade, indicando que áreas mais vulneráveis não se concentram exclusivamente nas zonas de maior exposição à inundação, mas também em territórios marcados por maior sensibilidade e menor capacidade de adaptação. Destacam-se contextos caracterizados por precariedade habitacional, maior distância de serviços essenciais, dias prolongados de desabastecimento e elevada presença de grupos sociais vulnerabilizados. A análise por Regiões de Gestão e Planejamento (RGPs) indica maior concentração de comunidades sensíveis ou com baixa capacidade adaptativa nas Regiões 4, 7 e 8, enquanto as Regiões 2 e 3 apresentam predominância de exposição. Conclui-se que a abordagem adotada contribui para uma compreensão mais complexa da vulnerabilidade urbana, subsidiando estratégias de adaptação e resiliência mais eficazes, ao mesmo tempo em que aponta a necessidade de avanços metodológicos, especialmente no que se refere à participação social e ao aprofundamento da análise histórico-urbana.pt_BR
dc.description.abstractClimate change has intensified the frequency and magnitude of extreme events, exacerbating risks and uneven impacts within urban socio-environmental systems. In this context, disasters reveal historical processes of vulnerability associated with unequal urbanization and the unjust distribution of resources, services, and response capacities. This study analyzes the spatial distribution of vulnerability to the May 2024 flood in the municipality of Porto Alegre, southern Brazil, through an adaptation of the conceptual and methodological framework proposed in the IPCC Fourth Assessment Report (AR4/WG II). Indicators of exposure, sensitivity, and adaptive capacity were constructed based on scientific literature, journalistic records, and empirical evidence from the disaster. The analysis employed georeferenced data from the 2022 Population Census, official data from the Municipality of Porto Alegre, and open datasets, using spatial redistribution techniques to produce consistent and accurate cartographic outputs. The results reveal a clear center–periphery pattern in the spatialization of vulnerability, demonstrating that highly vulnerable areas are not limited to zones of direct exposure to flooding, but also occur in territories marked by heightened sensitivity and reduced adaptive capacity. These areas are characterized by precarious housing conditions, limited access to essential services, prolonged water supply disruptions, and a higher concentration of socially vulnerable groups. The analysis by Planning and Management Regions highlights Regions 4, 7, and 8 as having a significant concentration of sensitive communities or those with low adaptive capacity, while Regions 2 and 3 show a predominance of exposure. The study concludes that this approach enhances the understanding of urban vulnerability in its multidimensional complexity, supporting more effective adaptation and resilience strategies, while also underscoring the need for methodological advances, particularly regarding social participation and deeper historical-urban analysis.en
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsOpen Accessen
dc.subjectGeografia ambientalpt_BR
dc.subjectUrban floodingen
dc.subjectInundaçõespt_BR
dc.subjectSocio-environmental justiceen
dc.subjectMudanças climáticaspt_BR
dc.subjectResilienceen
dc.subjectClimate justiceen
dc.subjectJustiça climáticapt_BR
dc.subjectResiliência climáticapt_BR
dc.subjectAdaptationen
dc.subjectAdaptação ambientalpt_BR
dc.titleInundação de maio de 2024 em Porto Alegre - RS : análise da vulnerabilidade climática utilizando técnicas de redistribuição espacialpt_BR
dc.typeTrabalho de conclusão de graduaçãopt_BR
dc.identifier.nrb001300188pt_BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal do Rio Grande do Sulpt_BR
dc.degree.departmentInstituto de Geociênciaspt_BR
dc.degree.localPorto Alegre, BR-RSpt_BR
dc.degree.date2025pt_BR
dc.degree.graduationGeografia: Bachareladopt_BR
dc.degree.levelgraduaçãopt_BR


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