Perfil clínico e desfechos de pacientes jovens com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST no Hospital de Clínicas de Porto Alegre
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2025Advisor
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Abstract in Portuguese (Brasil)
O infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) é uma das principais causas de mortalidade no Brasil. Apesar da redução geral na incidência ao longo dos anos, a diminuição desse evento entre jovens é menos significativa, destacando a importância de compreender fatores de risco e desfechos para aprimorar as estratégias de prevenção. Objetivo: Comparar jovens (≤ 45 anos) e mais velhos (> 45 anos) com IAMCSST quanto a fatores de risco, complicações e desfechos. Metodo ...
O infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) é uma das principais causas de mortalidade no Brasil. Apesar da redução geral na incidência ao longo dos anos, a diminuição desse evento entre jovens é menos significativa, destacando a importância de compreender fatores de risco e desfechos para aprimorar as estratégias de prevenção. Objetivo: Comparar jovens (≤ 45 anos) e mais velhos (> 45 anos) com IAMCSST quanto a fatores de risco, complicações e desfechos. Metodologia: Estudo de coorte prospectivo em hospital de Porto Alegre (fev/2011 a maio/2024), com pacientes ≥ 18 anos e diagnóstico confirmado de IAMCSST. Dados clínicos foram coletados de prontuários e analisados via SPSS. Resultados: De 1973 internações, 186 (9,4%) foram de pacientes mais jovens, com idade média de 39,7 anos. Eles apresentaram maior prevalência de tabagismo (56,5% vs 41%), uso de drogas ilícitas (19,9% vs 9,6%), HIV (4,9% vs 2,3%) e histórico familiar de doença arterial coronariana (DAC) (24,3% vs 13,1%), enquanto os mais velhos tinham maior incidência de hipertensão (45,2% vs 65%) e diabetes (17,2% vs 29,9%). O tempo entre o início dos sintomas e a internação foi menor no grupo mais jovem (330 min vs 570 min), com taxas baixas de trombólise pré-hospitalar (5%) em ambos os grupos. Os pacientes mais novos tiveram menos casos de choque cardiogênico (9,1% vs 16,9%), bloqueio atrioventricular total (1,6% vs 6,6%) e necessidade de marcapasso (2,2% vs 6,2%), mas taxas semelhantes de parada cardiorrespiratória (11,8% vs 10,6%). O tempo de internação (7,3 dias vs 8,8 dias) e a mortalidade hospitalar (5,9% vs 13,2%) foram menores entre os jovens. Discussão/Conclusão: O grupo jovem mostrou maior prevalência de fatores comportamentais de risco e história familiar de DAC, com melhor prognóstico e menor tempo de internação. Políticas públicas para combater o tabagismo, rastrear histórico familiar e reduzir o tempo de atendimento são essenciais para melhorar resultados e prevenir IAM. ...
Abstract
Acute myocardial infarction with ST-segment elevation (STEMI) is one of the leading causes of death in Brazil. Despite the overall decrease in incidence, the decline among younger individuals is less pronounced, highlighting the importance of understanding risk factors and outcomes to improve prevention strategies. Objective: To compare younger (≤ 45 years) and older (> 45 years) individuals with STEMI regarding risk factors, complications, and outcomes. Methodology: A prospective cohort study ...
Acute myocardial infarction with ST-segment elevation (STEMI) is one of the leading causes of death in Brazil. Despite the overall decrease in incidence, the decline among younger individuals is less pronounced, highlighting the importance of understanding risk factors and outcomes to improve prevention strategies. Objective: To compare younger (≤ 45 years) and older (> 45 years) individuals with STEMI regarding risk factors, complications, and outcomes. Methodology: A prospective cohort study conducted at a hospital in Porto Alegre (Feb/2011 to May/2024), involving patients aged ≥ 18 years with a confirmed diagnosis of STEMI. Clinical data were collected from medical records and analyzed using SPSS. Results: Among 1973 hospitalizations, 186 (9.4%) involved younger patients, with a mean age of 39.7 years. Younger patients showed a higher prevalence of smoking (56.5% vs. 41%), illicit drug use (19.9% vs. 9.6%), HIV (4.9% vs. 2.3%), and a family history of coronary artery disease (CAD) (24.3% vs. 13.1%). Older patients had a higher incidence of hypertension (45.2% vs. 65%) and diabetes (17.2% vs. 29.9%). The time from symptom onset to hospital admission was shorter in the younger group (330 min vs. 570 min), with low pre-hospital thrombolysis rates (5%) in both groups. Younger patients experienced fewer cases of cardiogenic shock (9.1% vs. 16.9%), complete atrioventricular block (1.6% vs. 6.6%), and pacemaker requirement (2.2% vs. 6.2%), but had similar rates of cardiorespiratory arrest (11.8% vs. 10.6%). Length of hospital stay (7.3 days vs. 8.8 days) and in-hospital mortality (5.9% vs. 13.2%) were lower among younger patients. Discussion/Conclusion: The younger group showed a higher prevalence of behavioral risk factors and a family history of CAD, with a better prognosis and shorter hospital stays. Public health policies aimed at combating smoking, screening for family history, and reducing treatment delays are essential to improve outcomes and to prevent STEMI. ...
Institution
Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Curso de Programa de Residência Médica em Clínica Médica.
Collections
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Health Sciences (1840)
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