<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rdf:RDF xmlns="http://purl.org/rss/1.0/" xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
<channel rdf:about="http://hdl.handle.net/10183/9">
<title>Ciências Sociais Aplicadas</title>
<link>http://hdl.handle.net/10183/9</link>
<description/>
<items>
<rdf:Seq>
<rdf:li rdf:resource="http://hdl.handle.net/10183/307803"/>
<rdf:li rdf:resource="http://hdl.handle.net/10183/307798"/>
<rdf:li rdf:resource="http://hdl.handle.net/10183/307793"/>
<rdf:li rdf:resource="http://hdl.handle.net/10183/307782"/>
</rdf:Seq>
</items>
<dc:date>2026-06-30T05:49:02Z</dc:date>
</channel>
<item rdf:about="http://hdl.handle.net/10183/307803">
<title>Da securitização à dessecuritização : as mudanças da política externa estadunidense para a África no Século XXI</title>
<link>http://hdl.handle.net/10183/307803</link>
<description>Da securitização à dessecuritização : as mudanças da política externa estadunidense para a África no Século XXI
Lobato, Juliana Ribeiro
Este trabalho tem como tema a inflexão da política externa dos Estados Unidos em relação à África no século XXI. Em relação a esse tema, verifica-se que, no começo da administração de Donald Trump (2017), uma fase de desengajamento foi instaurada, alterando o padrão previamente mantido desde o começo do novo século. Tal fato torna-se, portanto, um objeto de investigação, sendo necessário compreender as motivações dessa alteração e as consequências para a relação entre os Estados Unidos e os países africanos. Diante disso, a pergunta que orienta a pesquisa é: por que a política externa dos Estados Unidos em relação à África passou por uma inflexão na última década, alterando a sua estratégia de engajamento com o continente? Como hipótese, considera-se que a política externa estadunidense em relação à África foi moldada pela transição de uma abordagem centrada na securitização do terrorismo internacional e na busca por recursos primordiais para uma dinâmica de dessecuritização, na qual esses dois temas deixaram de ocupar uma posição central na estratégia estadunidense, o que explica o progressivo desengajamento do país. O objetivo geral da pesquisa é analisar as razões que provocaram uma mudança na política externa dos Estados Unidos em relação à África nos últimos anos. Em termos específicos, buscase assimilar os aspectos elementares da Teoria da Securitização; compreender as bases da política externa estadunidense; entender as diferentes variações da política externa estadunidense para a África; avaliar quais fatores influenciaram a inflexão na política externa e a sua relação com o referencial teórico escolhido; e, por fim, analisar o papel de potências como China e Rússia no continente e as suas implicações para a política externa estadunidense. Para atingir seus propósitos, a pesquisa adota como metodologia três ferramentas: a revisão de literatura, a análise documental e a análise de conteúdo. Os resultados da pesquisa indicam que a política externa dos EUA em relação à África foi gradualmente reorientada ao longo do século XXI. Após um período marcado pela securitização do terrorismo, identificou-se uma mudança na hierarquia das ameaças percebidas, associada à crescente presença da China e da Rússia no continente. Nesse processo, o terrorismo passou por uma dessecuritização, enquanto a ampliação das opções de parceria contribuiu para o fortalecimento da agência dos Estados africanos, que deixaram de depender exclusivamente do engajamento estadunidense.; This study addresses the inflection of United States foreign policy toward Africa in the 21st century. In this regard, it is observed that at the beginning of the Donald Trump administration (2017), a phase of disengagement was initiated, altering the pattern previously maintained since the beginning of the new century. Therefore, this phenomenon becomes an object of investigation, making it necessary to understand the motivations behind this change and its consequences for the relationship between the United States and African countries. In light of this, the guiding research question is: why has United States foreign policy toward Africa undergone an inflection in the last decade, altering its engagement strategy with the continent? The hypothesis posits that U.S. foreign policy toward Africa was shaped by the transition from an approach centered on the securitization of international terrorism and the pursuit of primary resources to a dynamic of desecuritization, in which these two themes ceased to occupy a central position in U.S. strategy, thereby explaining the country's progressive disengagement. The general objective of this research is to analyze the reasons that provoked a change in United States foreign policy toward Africa in recent years. Specifically, it seeks to: grasp the fundamental aspects of Securitization Theory; comprehend the foundations of U.S. foreign policy; understand the different variations of U.S. foreign policy toward Africa; evaluate the factors that influenced the inflection in foreign policy and their relationship with the chosen theoretical framework; and, finally, analyze the role of powers such as China and Russia on the continent and their implications for U.S. foreign policy. To achieve its purposes, the research adopts three methodological tools: literature review, document analysis, and content analysis. The research results indicate that U.S. foreign policy toward Africa has been gradually reoriented over the course of the 21st century. Following a period marked by the securitization of terrorism, a shift was identified in the hierarchy of perceived threats, associated with the growing presence of China and Russia on the continent. In this process, terrorism underwent desecuritization, while the expansion of partnership options contributed to strengthening the agency of African states, which have ceased to depend exclusively on U.S. engagement.
</description>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="http://hdl.handle.net/10183/307798">
<title>Regras fiscais em economias emergentes : uma análise bibliométrica, institucional e empírica</title>
<link>http://hdl.handle.net/10183/307798</link>
<description>Regras fiscais em economias emergentes : uma análise bibliométrica, institucional e empírica
Eich, Luis Filipe
Esta dissertação analisa a difusão, o desenho institucional e as evidências associadas à adoção de regras fiscais em economias emergentes e em desenvolvimento, grupo que atualmente concentra a maioria das experiências com esses instrumentos, mas que permanece relativamente sub-representado na literatura econômica. Diante da renovada centralidade do debate sobre regras fiscais no período pós-pandemia, tanto no âmbito acadêmico quanto na formulação de políticas econômicas, o trabalho adota uma abordagem integrada, estruturada em três ensaios complementares. O primeiro ensaio realiza uma análise bibliométrica da produção científica sobre regras fiscais na área da economia entre 1990 e 2025, a partir das bases Web of Science e Scopus, evidenciando o crescimento expressivo da literatura, sua forte concentração em centros de pesquisa de países avançados e a posição periférica das economias emergentes nas redes de autoria e citação e na amostragem de pesquisas sobre o tema, ao mesmo tempo em que sistematiza uma agenda específica de pesquisa voltada a esse grupo de países, com principais achados e lacunas. O segundo ensaio examina a difusão, a tipologia e a flexibilidade das regras fiscais em perspectiva comparada. Através de uma estratégia analítica descritiva, demonstra-se que, embora a adoção desses instrumentos tenha se expandido significativamente entre economias emergentes desde os anos 2000, persistem assimetrias regionais relevantes bem como entre economias emergentes em relação às economias avançadas, especialmente quanto ao grau de flexibilidade. O terceiro ensaio examina a relação entre regras fiscais e investimento público, através de uma análise empírica, utilizando uma amostra de 41 economias emergentes entre 2000 e 2019 e modelos dinâmicos de dados em painel (System GMM), encontrando uma associação negativa entre o aumento do número de regras fiscais e o investimento público, investigando também esta relação considerando o desenho das regras, destacando resultados negativos robustos para regras de despesa, enquanto regras de dívida e de equilíbrio orçamentário não apresentam a mesma relação consistente, evidenciando heterogeneidade de resultados associados aos diferentes tipos de regras implementadas. Em conjunto, a dissertação contribui para a sistematização de um campo de pesquisa em expansão e para o avanço do debate sobre regras fiscais em economias emergentes e em desenvolvimento, dialogando com uma agenda que se encontra em curso no debate contemporâneo sobre a sustentabilidade e o desenho das regras fiscais.; This dissertation analyzes the diffusion, institutional design, and empirical evidence associated with the adoption of fiscal rules in emerging and developing economies, a group that currently concentrates the majority of experiences with these instruments but remains relatively underrepresented in the economic literature. In light of the renewed centrality of the debate on fiscal rules in the post-pandemic period, both in academic discussions and in economic policymaking, the study adopts an integrated approach structured around three complementary essays. The first essay conducts a bibliometric analysis of the scientific literature on fiscal rules in economics between 1990 and 2025, based on the Web of Science and Scopus databases, documenting the substantial growth of the literature, its strong concentration in research centers from advanced economies, and the peripheral position of emerging economies in authorship, citation networks, and research sampling, while also systematizing a specific research agenda for this group of countries by identifying main findings and gaps. The second essay examines the diffusion, typology, and flexibility of fiscal rules from a comparative perspective. Using a descriptive analytical strategy, it shows that although the adoption of these instruments has expanded significantly among emerging economies since the 2000s, relevant regional asymmetries persist, as well as differences between emerging and advanced economies, particularly regarding the degree of flexibility of fiscal frameworks. The third essay investigates the relationship between fiscal rules and public investment through an empirical analysis using a sample of 41 emerging economies over the period 2000-2019 and dynamic panel data models (System GMM). The results indicate a negative association between the increase in the number of fiscal rules and public investment, and further show that this relationship varies according to the design of the rules, with robust negative results for expenditure rules, while debt rules and budget balance rules do not exhibit similarly consistent relationships, thus evidencing heterogeneity across different types of fiscal rules. Taken together, the dissertation contributes to the systematization of an expanding field of research and advances the debate on fiscal rules in emerging and developing economies, engaging with an agenda that is currently present in contemporary discussions on fiscal sustainability and the design of fiscal rules.
</description>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="http://hdl.handle.net/10183/307793">
<title>Adaptação à escassez de água : um estudo de caso do setor suinícola no Rio Grande do Sul</title>
<link>http://hdl.handle.net/10183/307793</link>
<description>Adaptação à escassez de água : um estudo de caso do setor suinícola no Rio Grande do Sul
Farias, Fabiana Silveira de
A escassez de água impõe desafios aos produtores de suínos de maior escala e especialização. A atividade exige água abundante e com qualidade, e caso não acessível, pode comprometer a sanidade do rebanho. A escassez de água é uma ameaça global, e é agravada pelas mudanças climáticas. A adaptação é uma forma de lidar com este desafio. O Estado do Rio Grande do Sul é o terceiro maior produtor nacional de carne suína e no ranking global o Brasil se destaca na quarta posição. Na região Sul a produção de suínos é caracterizada pela integração as cooperativas e pela participação da agricultura familiar. Para a próxima década é previsto o crescimento global no consumo de carne suína, e a produção no Brasil deve aumentar. Por meio de um estudo de caso em uma cooperativa agroindustrial no estado do Rio Grande do Sul esta pesquisa explorou as formas de adaptação à escassez de água por produtores de suínos, e as barreiras associadas ao processo de adaptação. Os dados empíricos coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdo evidenciaram que os produtores adotam um conjunto de formas de adaptação à escassez de água, tais como: armazenamento; mais de uma fonte de água; fontes coletivas e comunicação entre os pares e a Cooperativa.; Water scarcity poses challenges to large-scale and specialized pig producers. This activity requires abundant, high-quality water, and when access is limited, herd health may be compromised. Water scarcity is a global threat, further exacerbated by climate change. Adaptation represents a key strategy for addressing this challenge. The state of Rio Grande do Sul is the third largest national producer of pork, and Brazil ranks fourth globally. In Southern Brazil, pig production is characterized by integration with cooperatives and the strong participation of family farming. Over the next decade, global pork consumption is projected to increase, and production in Brazil is expected to expand accordingly. Through a case study conducted in an agro-industrial cooperative in the state of Rio Grande do Sul, this research explored the ways in which pig producers adapt to water scarcity, as well as the barriers associated with the adaptation process. Empirical data collected through semi-structured interviews and content analysis revealed that producers adopt a range of adaptation strategies to cope with water scarcity, including water storage, the use of multiple water sources, collective supply systems, and communication among peers and with the cooperative.
</description>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="http://hdl.handle.net/10183/307782">
<title>Design na economia criativa no Brasil : mapeamento da maturidade da gestão de design em políticas públicas para MPEs no século XXI</title>
<link>http://hdl.handle.net/10183/307782</link>
<description>Design na economia criativa no Brasil : mapeamento da maturidade da gestão de design em políticas públicas para MPEs no século XXI
Nakao, Iuly Hirahata
A economia contemporânea atravessa um período de transição que agora se baseia na valorização de ativos intangíveis, no qual o capital intelectual, a criatividade e a cultura se tornam os principais motores de desenvolvimento econômico e social. Neste cenário, o design deixa de ser valorizado apenas por seus aspectos decorativos para ser reconhecido como um catalisador de valor simbólico e de inovação. Assim, este estudo propõe uma perspectiva estratégica e sistêmica sobre o potencial do design para lidar com as transformações produtivas do século XXI, posicionando-o dentro do contexto da Economia Criativa (EC). Ademais, mostra as micro e pequenas empresas (MPEs) como um público de interesse pelo alto impacto socioeconômico e as políticas públicas (PPs) como direcionadores cruciais de esforços. O foco está na análise da maturidade da gestão de design (GD) promovida em PPs voltadas às MPEs no Brasil. Com abordagem exploratória e qualitativa, primeiro mapeia iniciativas nos sites de três agentes-chave nos temas abordados: o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e o Centro Brasil Design (CBD). Consideram-se apenas as ações ativas, de abrangência nacional e direcionadas ao público geral das MPEs. A “Escada da Gestão de Design" (EGD), criada pelo Design Management Europe (DME) para verificar a maturidade de GD nas empresas, é então adaptada para avaliar o conteúdo das PPs em cinco fatores (consciência, processo, planejamento, competência e recursos) e pontuar cada um em quatro degraus. No resultado, a “Consciência” fica em primeiro lugar e “Recursos” em último. Ou seja, há um reconhecimento estratégico do design, mas não é suficientemente convertido em investimento, o que compromete a eficácia da sustentação dos ganhos das PPs. Ao considerar que apenas sete ações foram selecionadas, percebe-se que o potencial do design para as MPEs ainda é subexplorado no Brasil, o que diminui a competitividade da economia nacional no longo prazo. Nesse sentido, a EGD para PPs é uma nova ferramenta que pode contribuir para clarificar tais lacunas e orientar no ajuste e na formulação de PPs que consolidem o design como um pilar estratégico no país.; The contemporary economy is undergoing a transitional phase now based on the valorization of intangible assets, in which intellectual capital, creativity, and culture emerge as the main drivers of economic and social development. In this scenario, design is no longer valued solely for its decorative aspects but is recognized as a catalyst for symbolic value and innovation. Thus, this study proposes a strategic and systemic perspective on the potential of design to address the productive transformations of the 21st century, positioning it within the context of the Creative Economy (CE). Furthermore, it highlights micro and small enterprises (MSEs) as a target audience due to their high socioeconomic impact, and public policies (PPs) as crucial drivers of collective efforts. The focus lies on analyzing the maturity of design management (DM) promoted through PPs aimed at MSEs in Brazil. With an exploratory and qualitative approach, the study first maps initiatives found on the websites of three key agents in the topics addressed: the Ministry of Entrepreneurship, Microenterprise and Small Business (MEMP), the Brazilian Micro and Small Business Support Service (SEBRAE), and the Brazil Design Center (BDC). Only active actions of national scope and directed at the general MSE audience are considered. The “Design Management Staircase” (DMS), created by Design Management Europe (DME) to assess DM maturity in companies, is then adapted to evaluate the content of PP across five factors (awareness, process, planning, expertise, and resources), each scored across four steps. Results show “Awareness” ranking highest and “Resources” lowest. In other words, while design is strategically recognized, this is not sufficiently converted into investment, undermining the sustainability of PP outcomes. Given that only seven actions were selected, it becomes clear that the potential of design for MSEs remains underexplored in Brazil, reducing the long-term competitiveness of the national economy. In this sense, the adapted DMS for PPs emerges as a new tool that can help clarify such gaps and guide the adjustment and formulation of PPs that consolidate design as a strategic pillar in the country.
</description>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
</rdf:RDF>
