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<title>Ciências Médicas</title>
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<title>Avaliação da PCR digital para identificação e quantificação de Enterobacterales e genes de resistência a carbapenêmicos (blaKPC ou blaNDM) na urina</title>
<link>http://hdl.handle.net/10183/302167</link>
<description>Avaliação da PCR digital para identificação e quantificação de Enterobacterales e genes de resistência a carbapenêmicos (blaKPC ou blaNDM) na urina
Bom, Natascha
Base teórica: O aumento de isolados de Enterobacterales resistentes a carbapenêmicos (CRE) tornou-se uma séria ameaça à saúde pública global, sendo que as CRE são responsáveis por um número crescente de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). A rápida identificação de patógenos e de genes de resistência aos cabapenêmicos, como blaKPC e blaNDM, por métodos independentes de cultura, é um aspecto muito importante diante da crescente prevalência de CRE. O avanço das técnicas moleculares tem revolucionado o diagnóstico dessas infecções, sendo a PCR Digital (dPCR) uma nova e promissora abordagem. Objetivo: Avaliar a concordância da técnica de PCR Digital (dPCR) diretamente em amostras de urina para a detecção de Enterobacterales e os genes de resistência blaKPC e blaNDM em comparação aos métodos tradicionais de cultura. Métodos: As análises foram realizadas utilizando o sistema QuantStudio Absolute Q Digital PCR System (ThermoFisher), com ensaio multiplex com primers e sonda TaqMan para detecção e quantificação de Enterobacterales, blaKPC, blaNDM além de RNAse P como controle interno. O DNA bacteriano foi extraído diretamente da urina com o kit Culture Cell DNA Kit (Promega), utilizando o equipamento Maxwell® RSC. O exame bacteriológico foi feito conforme técnica convencional e os isolados bacterianos oriundos da cultura foram avaliados para a presença de blaKPC, blaNDM por qPCR HRM. Resultados: A dPCR foi aplicada a 112 amostras de urina, detectando Enterobacterales em 83,03% (n= 93) e pelo menos um dos genes de resistência (blaKPC ou blaNDM ) em 75,26% (n=70). A quantificação e identificação do Enterobacterales por dPCR apresentou sensibilidade de 75,27%, especificidade de 94,74% e acurácia de 78,57% em comparação com a cultura bacteriológica. Os resultados quantitativos apresentaram forte correlação com as contagens bacterianas observadas na urocultura, corroborando seu potencial para interpretação diagnóstica quantitativa. Para os genes de carbapenemase blaKPC e blaNDM, a dPCR apresentou sensibilidade de 94,74% e 97,87%, e especificidade de 98,18% e 100%, respectivamente. Conclusão: Este estudo demonstrou que a dPCR pode ser uma ferramenta muito útil para a detecção rápida de Enterobacterales e de genes de carbapenemase diretamente de amostras de urina, apresentando excelente desempenho diagnóstico para blaKPC e blaNDM. A técnica representa uma alternativa independente de cultura bastante promissora, capaz de acelerar o diagnóstico e apoiar uma tomada de decisão clínica mais precisa no manejo de infecções urinárias causadas por bactérias resistentes.; Background: The increase in carbapenem-resistant Enterobacterales (CRE) isolates has become a serious global public health threat, as CRE are responsible for a growing number of healthcare-associated infections (HAIs). Rapid identification of pathogens and carbapenem resistance genes, such as blaKPC and blaNDM, using culture-independent methods is highly important given the rising prevalence of CRE. Advances in molecular techniques have revolutionized the diagnosis of these infections, with Digital PCR (dPCR) emerging as a novel and promising approach. Objective: To evaluate the agreement of Digital PCR (dPCR) performed directly on urine samples for the detection of Enterobacterales and the resistance genes blaKPC and blaNDM in comparison with traditional culture methods. Methods: Analyses were performed using the QuantStudio Absolute Q Digital PCR System (ThermoFisher) with a multiplex assay employing TaqMan primers and probe for the detection and quantification of Enterobacterales, blaKPC, blaNDM, and RNase P as an internal control. Bacterial DNA was extracted directly from urine using the Culture Cell DNA Kit (Promega) on the Maxwell® RSC instrument. Bacteriological examination was performed according to conventional techniques, and bacterial isolates recovered from culture were assessed for the presence of blaKPC and blaNDM by HRM qPCR. Results: dPCR was applied to 112 urine samples, detecting Enterobacterales in 83.03% (n = 93) and at least one resistance gene (blaKPC or blaNDM) in 75.26% (n = 70). Quantification and identification of Enterobacterales by dPCR showed a sensitivity of 75.27%, specificity of 94.74%, and accuracy of 78.57% compared with bacteriological culture. Quantitative results showed strong correlation with bacterial counts observed in urine culture, supporting its potential for quantitative diagnostic interpretation. For the carbapenemase genes blaKPC and blaNDM, dPCR showed sensitivities of 94.74% and 97.87%, and specificities of 98.18% and 100%, respectively. Conclusion: This study demonstrated that dPCR can be a highly useful tool for the rapid detection of Enterobacterales and carbapenemase genes directly from urine samples, showing excellent diagnostic performance for blaKPC and blaNDM. The technique represents a highly promising culture-independent alternative capable of accelerating diagnosis and supporting more precise clinical decision-making in the management of urinary infections caused by resistant bacteria.
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="http://hdl.handle.net/10183/302114">
<title>Inteligência artificial na predição do surto de crescimento puberal a partir de radiografias cefalométricas e de mão e punho : uma revisão sistemática e metanálise</title>
<link>http://hdl.handle.net/10183/302114</link>
<description>Inteligência artificial na predição do surto de crescimento puberal a partir de radiografias cefalométricas e de mão e punho : uma revisão sistemática e metanálise
Chaves, Jordana Soares
Introdução: O momento ideal das intervenções ortodônticas depende da maturação esquelética, e o surto de crescimento puberal (SCP) representa o período de maior potencial terapêutico. Contudo, sua identificação precisa ainda é difícil. A inteligência artificial (IA) aplicada a radiografias cefalométricas e de mão–punho surge como alternativa promissora para melhorar a acurácia diagnóstica. Objetivo: Avaliar e comparar a acurácia de modelos de IA na predição do SCP utilizando radiografias cefalométricas e de mão–punho, bem como analisar a qualidade metodológica dos estudos. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática e metanálise, seguindo as diretrizes PRISMA e registrada no PROSPERO, com buscas nas bases PubMed, Embase, Web of Science e LILACS. Incluíram-se estudos com indivíduos ≤21 anos que aplicaram IA para predizer o SCP ou estágios validados (CVM, SMI). Dois revisores conduziram seleção, extração e avaliação do risco de viés (QUADAS-AI). Matrizes de confusão foram extraídas ou reconstruídas, e o melhor modelo de cada estudo integrou a síntese quantitativa. Modelos bivariados e HSROC estimaram desempenho diagnóstico, investigando-se também heterogeneidade e viés de publicação. Resultados: De 435 registros, 15 estudos foram incluídos. A acurácia agrupada foi 0,86 (IC95%: 0,78–0,92). O HSROC indicou forte discriminação (AUC ≈ 0,90). Nos 12 estudos com dados completos, a sensibilidade agrupada foi 0,82 (IC95%: 0,72–0,89; I² = 89,7%) e a especificidade, 0,93 (IC95%: 0,89–0,95; I² = 83,1%). Modelos de mão–punho apresentaram sensibilidade superior, enquanto cefalometrias foram ligeiramente mais específicas. CNNs foram predominantes, e modelos híbridos atingiram AUC até 0,97. Observou-se leve viés de pequenos estudos. O risco de viés geral foi moderado a alto, especialmente em Seleção de Pacientes e Teste-Índice, e a validação externa foi limitada. Conclusões: A IA apresenta alto desempenho diagnóstico para predição do SCP e pode auxiliar a tomada de decisão ortodôntica. Porém, fragilidades metodológicas e heterogeneidade reduzem a confiança nos resultados. Pesquisas futuras devem priorizar bases multicêntricas, transparência na definição do ground truth e na descrição dos modelos, validação externa, padronização dos estágios e uso de IA explicável para permitir tradução clínica confiável.; Background: The optimal timing of orthodontic interventions depends on skeletal maturation, and the pubertal growth spurt (PGS) represents the period of greatest therapeutic potential. However, reliably identifying this phase remains challenging. Artificial intelligence (AI) applied to cephalometric and hand–wrist radiographs has emerged as a promising approach to improve diagnostic accuracy. Objective: To evaluate and compare the accuracy of AI models in predicting the PGS using cephalometric and hand–wrist radiographs, and to assess the methodological quality of the available studies. Methods: A systematic review and meta-analysis was conducted according to PRISMA guidelines and registered in PROSPERO. Searches were performed in PubMed, Embase, Web of Science, and LILACS. Studies involving individuals ≤21 years that applied AI to predict the PGS or validated skeletal stages (CVM, SMI) were included. Two reviewers performed study selection, data extraction, and risk-of-bias assessment (QUADAS-AI). Confusion matrices were extracted or reconstructed, and the best-performing model from each study was included in the quantitative synthesis. Bivariate models and HSROC analyses were used to estimate diagnostic performance, and heterogeneity and publication bias were also examined. Results: Of 435 records, 15 studies were included. The pooled accuracy was 0.86 (95% CI: 0.78–0.92). The HSROC curve indicated strong discriminative ability (AUC ≈ 0.90). Among the 12 studies with complete data, pooled sensitivity was 0.82 (95% CI: 0.72–0.89; I² = 89.7%) and specificity was 0.93 (95% CI: 0.89–0.95; I² = 83.1%). Hand–wrist models showed higher sensitivity, whereas cephalometric models were slightly more specific. CNNs predominated, and hybrid architectures reached AUC values up to 0.97. A mild small-study effect was observed. Overall risk of bias ranged from moderate to high, particularly in Patient Selection and Index Test domains, and external validation was limited. Conclusions: AI demonstrates high diagnostic performance for predicting the PGS and may support orthodontic decision-making. However, methodological weaknesses and heterogeneity reduce the certainty of current evidence. Future studies should prioritize multicenter datasets, transparent ground-truth definition and model reporting, external validation, standardized staging, and explainable AI to enable reliable clinical translation.
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Adaptação transcultural e validação do Test Of Mastication And Swallowing Solids (TOMASS) para a população brasileira</title>
<link>http://hdl.handle.net/10183/302051</link>
<description>Adaptação transcultural e validação do Test Of Mastication And Swallowing Solids (TOMASS) para a população brasileira
Machado, Maria Eduarda Soares
A avaliação da mastigação e deglutição envolve abordagens qualitativas e quantitativas que permitem compreender a eficiência, funcionalidade e padrões de ingestão alimentar. No Brasil, ainda existem poucos protocolos validados para essa finalidade. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo principal validar o Test of Mastication and Swallowing Solids (TOMASS) para a população brasileira. Para a validação, foram incluídos 99 indivíduos saudáveis, maiores de 18 anos, sem queixas prévias relacionadas à mastigação ou deglutição, sem histórico de disfagia, câncer de cabeça e pescoço, ou doenças/lesões neurológicas e gastroenterológicas. Os participantes foram divididos em três grupos por faixa etárias sendo: 20–40 anos (n = 37), 41–60 anos (n = 29) e 61 anos ou mais (n = 33). As avaliações foram realizadas presencialmente, nas quais os participantes ingeriram duas porções do biscoito comercialmente disponível no Brasil, Cream Cracker Bauducco™. Foram coletados dados sociodemográficos, como idade, sexo e renda mensal, bem como variáveis relacionadas à mastigação e deglutição: número de mordidas, número de ciclos mastigatórios, número de deglutições e tempo total de ingestão, seguindo diretrizes de estudos anteriores de validação do TOMASS. Todas as tarefas foram registradas em ficha específica e gravadas em vídeo para análises posteriores. Os resultados indicaram que as idades variaram entre 18 e 85 anos (±13,35), sendo 62% dos participantes do sexo feminino. A renda média mensal foi de 2,9 salários mínimos (±1,63). Observou-se uma média de 3,26 mordidas por biscoito (± 1,05), sugerindo padrão relativamente homogêneo entre os participantes. O número médio de ciclos mastigatórios foi de 52,0 ± 22,0, evidenciando considerável variabilidade, enquanto o tempo total médio de ingestão foi de 52 segundos (±20,8), refletindo diferenças individuais no processamento oral. A análise estatística mostrou que a idade exerce efeito significativo sobre todas as variáveis do protocolo (p &lt; 0,05), sendo que o aumento da idade esteve associado a um maior número de mordidas e a tempo prolongado de mastigação e deglutição, especialmente em mulheres. Em conclusão, o TOMASS mostrou-se uma ferramenta viável, confiável e de fácil aplicação, capaz de fornecer informações quantitativas relevantes sobre a mastigação e deglutição na população brasileira. -; The assessment of mastication and swallowing involves both qualitative and quantitative approaches that allow for the analysis of efficiency, functionality, and food intake patterns. In Brazil, there are still few validated protocols for this purpose. Therefore, the present study aimed to validate the Test of Mastication and Swallowing Solids (TOMASS) for the Brazilian population. For the validation phase, 99 healthy individuals over 18 years of age were included, with no previous complaints related to mastication or swallowing and no history of dysphagia, head and neck cancer, or neurological or gastroenterological diseases/injuries. The participants were divided into three age groups: 20–40 years (n = 37), 41–60 years (n = 29), and 61 years or older (n = 33). Assessments were conducted in person, during which participants ingested two portions of a commercially available Brazilian cracker (Cream Cracker Bauducco™). Sociodemographic data—such as age, sex, and monthly income—were collected, along with variables related to mastication and swallowing: number of bites, number of chewing cycles, number of swallows, and total ingestion time, following guidelines from previous TOMASS validation studies. All tasks were recorded on a specific form and video-recorded for later analysis. Results indicated that participants’ ages ranged from 18 to 85 years (±13.35), with 62% being female. The average monthly income was 2.9 minimum wages (±1.63). Participants performed an average of 3.26 bites per cracker (±1.05), suggesting a relatively homogeneous pattern. The mean number of chewing cycles was 52.0 (± 22), demonstrating considerable variability, whereas the mean total ingestion time was 52 seconds (±20.8), reflecting individual differences in oral processing. Statistical analysis showed that age had a significant effect on all protocol variables (p &lt; 0.05), with increased age associated with a greater number of bites and longer mastication and swallowing durations, particularly among women. In conclusion, TOMASS proved to be a feasible, reliable, and easy-to-administer tool capable of providing relevant quantitative information on mastication and swallowing in the Brazilian population.
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<title>Impacto da pandemia de COVID-19 na saúde mental e na qualidade de vida de mulheres férteis e inférteis : estudo de coorte prospectivo</title>
<link>http://hdl.handle.net/10183/301488</link>
<description>Impacto da pandemia de COVID-19 na saúde mental e na qualidade de vida de mulheres férteis e inférteis : estudo de coorte prospectivo
Lorenzzoni, Pânila Longhi
Base teórica: A pandemia de COVID-19 impôs mudanças abruptas na rotina e no acesso aos serviços de saúde, gerando incertezas que afetaram de maneira particular mulheres em tratamento de infertilidade. O adiamento de procedimentos reprodutivos foi identificado como um estressor significativo, capaz de intensificar sintomas de ansiedade, depressão e estresse. Além disso, experiências de infertilidade, por si só, estão associadas a maior vulnerabilidade psicológica, podendo envolver cognições traumáticas, percepção ampliada do impacto do evento e prejuízos na qualidade de vida. Combinados, esses fatores sugerem que crises sistêmicas, como a pandemia, podem exacerbar o sofrimento emocional dessas mulheres, justificando a investigação aprofundada de seus efeitos ao longo do tempo. Objetivo: Avaliar o impacto psicológico da pandemia de COVID-19 em mulheres inférteis e férteis, examinando sintomas de ansiedade, depressão, estresse, sintomas de estresse pós-traumático e cognições relacionadas ao trauma por meio de instrumentos psicométricos validados. Métodos: Este estudo de coorte prospectivo acompanhou mulheres inférteis que tiveram seus tratamentos adiados e mulheres férteis sem histórico de infertilidade. As avaliações psicológicas foram realizadas em dois a três momentos: início da pandemia (Fase 1- grupo fértil n=71; grupo infértil n=117), 3–6 meses depois (Fase 2) e, em uma subamostra, 18–24 meses depois (Fase 3 – grupo fértil n=21; grupo infertil n=20). Os instrumentos utilizados incluíram a Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21), Fertility Quality of Life, Autobiographical Memory Questionnaire, Centrality of Event Scale, Posttraumatic Cognitions Inventory (PTCI) e medidas de rastreamento de PTSD. Foram realizadas comparações intra e intergrupos. O estudo teve aprovação ética (CAAE: 32964620.3.1001.5334). Resultados: Mulheres inférteis eram mais velhas que as férteis (37,8 vs. 35,5 anos; p &lt; 0,001). No início da pandemia, apresentaram níveis mais altos de estresse (inférteis 7,7 vs. férteis 5,6; p=0.018) e depressão (inférteis 4,0 vs. férteis 3,5 ; p= 0.446), embora a ansiedade não diferisse entre os grupos (inférteis 3,4 vs. férteis 2,7; p =0,389). Ao longo do tempo, observou-se redução significativa do estresse (grupo infértil de 7,7 para 3,7; grupo fértil de 5,6 para 3,1) e aumento da ansiedade em ambos os grupos (mulheres férteis de 2,7 para 5,4; e mulheres inférteis de 3,4 para 5,8; (p &lt; 0,05). Os sintomas depressivos mantiveram-se estáveis entre as inférteis, mas pioraram nas férteis (p = 0,018). As mulheres inférteis também apresentaram queda expressiva da qualidade de vida relacionada à fertilidade (85,4 para 60,7; p &lt; 0,001), maior centralidade do evento (62,7 vs. 17,4; p &lt; 0,001) e mais cognições negativas relacionadas ao trauma (PTCI total: 25,8 ± 41,0 vs. 7,8 ± 21,4; p &lt; 0,001). Não houve diferenças nos escores de memória autobiográfica ou de sintomas de TEPT. Conclusão: Mulheres inférteis demonstraram maior vulnerabilidade psicológica durante a pandemia de COVID-19, com maior sofrimento inicial, maior centralidade atribuída ao evento e cognições traumáticas mais negativas, além de queda substancial da qualidade de vida relacionada à fertilidade. Embora o estresse tenha diminuído e a ansiedade aumentado ao longo do tempo em ambos os grupos, o adiamento dos tratamentos amplificou o impacto psicológico entre as inférteis. Os achados reforçam a necessidade de cuidados psicológicos contínuos e informados pelo trauma dentro dos serviços de fertilidade, especialmente durante crises sistêmicas.; Background: The COVID-19 pandemic imposed abrupt changes in daily routines and access to healthcare services, generating uncertainties that particularly affected women undergoing infertility treatment. The postponement of reproductive procedures was identified as a significant stressor, capable of intensifying symptoms of anxiety, depression, and stress. Moreover, infertility experiences themselves are associated with increased psychological vulnerability, often involving traumatic cognitions, heightened perception of the event’s impact, and impairments in quality of life. Combined, these factors suggest that systemic crises, such as the pandemic, may exacerbate the emotional suffering of these women, supporting the need for an in-depth investigation of these effects over time. Objective: To evaluate the psychological impact of the COVID-19 pandemic on infertile and fertile women by examining symptoms of anxiety, depression, stress, post-traumatic stress symptoms, and trauma-related cognitions using validated psychometric instruments. Methods: This prospective cohort study followed infertile women whose treatments had been postponed and fertile women with no history of infertility. Psychological assessments were conducted at two to three time points: at the onset of the pandemic (Phase 1 – fertile group n = 71; infertile group n = 117), 3–6 months later (Phase 2), and, in a subsample, 18–24 months later (Phase 3 – fertile group n = 21; infertile group n = 20). The instruments employed included the Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21), the Fertility Quality of Life questionnaire, the Autobiographical Memory Questionnaire, the Centrality of Event Scale, the Posttraumatic Cognitions Inventory (PTCI), and PTSD screening measures. Both within-group and between-group comparisons were conducted. The study received ethical approval (CAAE: 32964620.3.1001.5334). Results: Infertile women were older than fertile women (37.8 vs. 35.5 years; p &lt; 0.001). At the onset of the pandemic, they presented higher levels of stress (infertile 7.7 vs. fertile 5.6; p = 0.018) and depression (infertile 4.0 vs. fertile 3.5; p = 0.446), although anxiety did not differ between groups (infertile 3.4 vs. fertile 2.7; p = 0.389). Over time, a significant reduction in stress was observed (infertile group from 7.7 to 3.7; fertile group from 5.6 to 3.1), along with an increase in anxiety in both groups (fertile women from 2.7 to 5.4; infertile women from 3.4 to 5.8; p &lt; 0.05). Depressive symptoms remained stable among infertile women but worsened among fertile women (p = 0.018). Infertile women also showed a marked decline in fertility-related quality of life (85.4 to 60.7; p &lt; 0.001), greater event centrality (62.7 vs. 17.4; p &lt; 0.001), and more negative trauma-related cognitions (PTCI total: 25.8 ± 41.0 vs. 7.8 ± 21.4; p &lt; 0.001). No differences were found in autobiographical memory scores or PTSD symptoms. Conclusion: Infertile women demonstrated greater psychological vulnerability during the COVID-19 pandemic, with greater initial distress, higher event centrality, more negative traumatic cognitions, and a substantial decline in fertility-related quality of life. Although stress decreased and anxiety increased over time in both groups, treatment postponement amplified the psychological impact among infertile women. These findings reinforce the need for continuous trauma-informed psychological care within fertility services, particularly during systemic crises.
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