“A barra é que nem tatame, tem que ter respeito” : condições de ensino do pole dance para as crianças
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Data
2023Tipo
Outro título
“The pole is as the tatami, it has to be respected” : teaching conditions of pole dance for kids
Resumo
Este artigo analisa as condições que, a despeito do histórico associado às casas noturnas e às performances de Striptease, tornaram possíveis o ensino do Pole Dance para crianças. O material empírico foi produzido a partir de entrevistas semiestruturadas com instrutoras de pole kids e observações de campo em dois estúdios no sul do país. A partir das categorias sexualidade (Parker, 1997; Louro, 2000) e infâncias (Cohn, 2005; Ariès, 2021) foi possível compreender que em um contexto de recrudesci ...
Este artigo analisa as condições que, a despeito do histórico associado às casas noturnas e às performances de Striptease, tornaram possíveis o ensino do Pole Dance para crianças. O material empírico foi produzido a partir de entrevistas semiestruturadas com instrutoras de pole kids e observações de campo em dois estúdios no sul do país. A partir das categorias sexualidade (Parker, 1997; Louro, 2000) e infâncias (Cohn, 2005; Ariès, 2021) foi possível compreender que em um contexto de recrudescimento do conservadorismo no Brasil, o Pole Dance para crianças se esportiviza. Empenhadas em produzir um outro sentido para a barra, as colaboradoras do estudo investem em pedagogias que incidem sobre a disciplinarização das condutas, a institucionalização de vestimentas e sobre a construção de um ambiente adequado para as crianças e suas famílias. ...
Abstract
This paper investigates the conditions in which, despite the historical associations with night clubs and Striptease performances, teaching Pole Dance for kids has become possible. All the empirical material was derived out of semi-structured interviews with Pole Kids instructors and field observations at two studios in the southern part of the country. Based on the categories of sexuality (Parker, 1997; Louro, 2000) and childhood (Cohn, 2005; Ariès, 2021), it was possible to understand that in ...
This paper investigates the conditions in which, despite the historical associations with night clubs and Striptease performances, teaching Pole Dance for kids has become possible. All the empirical material was derived out of semi-structured interviews with Pole Kids instructors and field observations at two studios in the southern part of the country. Based on the categories of sexuality (Parker, 1997; Louro, 2000) and childhood (Cohn, 2005; Ariès, 2021), it was possible to understand that in a resurgence of conservatism context at Brazil, Pole Dance for kids goes through sportization. Engaged with producing another meaning to the pole, this paper’s collaborators aim to use pedagogies that impact on disciplinarization of conducts, the institucionalization of clothing and the construction of a proper enviroment for kids and their families. ...
Contido em
Revista da Fundarte. Montenegro. V.62, n. 62 (out./dez. 2024), e1538, 25 p.
Origem
Nacional
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