Romances-folhetim na imprensa brasileira do século XIX : análise do romance D. Narcisa de Villar, de Ana Luísa de Azevedo
Fecha
2021Nivel académico
Grado
Tipo
Materia
Resumo
O romance-folhetim D. Narcisa de Villar, considerado o primeiro romance catarinense, da autora Ana Luísa de Castro Azevedo, foi publicado no periódico literário A Marmota em 1858 e impresso em formato de livro em 1859 pela tipografia de Francisco Paula Brito, também redator e editor do jornal. É considerado um dos primeiros romances de autoria feminina brasileira. Este romance aborda uma história de amor impossível de se concretizar na época colonial: Narcisa de Villar, uma jovem portuguesa, e ...
O romance-folhetim D. Narcisa de Villar, considerado o primeiro romance catarinense, da autora Ana Luísa de Castro Azevedo, foi publicado no periódico literário A Marmota em 1858 e impresso em formato de livro em 1859 pela tipografia de Francisco Paula Brito, também redator e editor do jornal. É considerado um dos primeiros romances de autoria feminina brasileira. Este romance aborda uma história de amor impossível de se concretizar na época colonial: Narcisa de Villar, uma jovem portuguesa, e seu criado, um indígena chamado Leonardo, passam a infância juntos e se apaixonam. No entanto, a família da personagem é contra a união, o que provoca grande desgraça ao casal. Com uma reviravolta típica do gênero literário (Narcisa e Leonardo são parentes de sangue), a narrativa utiliza elementos góticos, como o canto de uma coruja, corvos, tempestade e natureza abundante, além de mistério e suspense, para retratar as amarguras, fruto da opressão dentro do contexto do romance (uma sociedade patriarcal), mas que guarda verossimilhança com a realidade feminina oitocentista, enfrentada por D. Narcisa de Villar, personagem principal, bem como seus momentos de resistência diante de tudo o que acontece. Através da pesquisa bibliográfica e da pesquisa documental e do modelo empregado por Hohlfeldt (2003) para o estudo dos folhetins do século XIX, esta monografia busca analisar, a partir da leitura do romance e do aporte teórico, elementos como a construção e as características das personagens e o tempo e o espaço da narrativa. A análise permitiu observar a presença do melodrama, com destaque para os sentimentos de amor, ódio, amizade, inveja e ciúmes tão característicos dos folhetins da época. A estrutura narrativa centrada no recurso “continua amanhã” procurava fidelizar os leitores. O romance denuncia as opressões vivenciadas por mulheres e indígenas no período. ...
Abstract
The feuilleton novel D. Narcisa de Villar, considered the first novel in Santa Catarina, by the author Ana Luisa de Castro Azevedo, was published in the literary periodical A Marmota in 1858 and printed in book format in 1859 by Francisco Paula Brito typography, also redactor and editor of the newspaper. It is considered one of the first Brazilian female-authored novels. This novel is a love story impossible to materialize in colonial times: Narcissa de Villar, a young Portuguese woman, and her ...
The feuilleton novel D. Narcisa de Villar, considered the first novel in Santa Catarina, by the author Ana Luisa de Castro Azevedo, was published in the literary periodical A Marmota in 1858 and printed in book format in 1859 by Francisco Paula Brito typography, also redactor and editor of the newspaper. It is considered one of the first Brazilian female-authored novels. This novel is a love story impossible to materialize in colonial times: Narcissa de Villar, a young Portuguese woman, and her servant, an indigenous named Leonardo, spend their childhood together and fall in love. However, the character's family is against the union, which causes great disgrace to the couple. With a typical twist of the literary genre (Narcissa and Leonardo are blood relatives), the narrative uses Gothic elements, such as the song of an owl, crows, storm and abundant nature, as well as mystery and suspense, to portray the bitterness, the fruit of oppression within the context of the novel (a patriarchal society), but which retains verisimilitude with the nineteenth-century female reality, faced by D. Narcisa de Villar, our main character, as well as her moments of resistance in the face of everything that happens. Through bibliographic research and document research and the model employed by Hohlfeldt (2003) for the study of 19th century feuilleton novels, this monograph seeks to analyze, from the reading of the novel and the theoretical contribution, elements such as the construction and characteristics of the characters and the time and space of the narrative. The analysis allowed us to observe the presence of melodrama, with emphasis on the feelings of love, hate, friendship, envy and jealousy so characteristic of the feuilleton novels of the time. The narrative structure centered on the "continues tomorrow" feature sought to build reader loyalty. The novel denounces the oppressions experienced by women and indigenous people in the period. ...
Resumen
La novela de folletín D. Narcisa de Villar, considerada la primera novela catarinense, de la autora Ana Luisa de Castro Azevedo, fue publicada en el periódico literario A Marmota en 1858 e impresa en formato de libro en 1859 por el impresor Francisco Paula Brito, también editor y redactor del periódico. Se considera una de las primeras novelas escritas por mujeres brasileñas. Esta novela trata de una historia de amor imposible en la época colonial: Narcisa de Villar, una joven portuguesa, y su ...
La novela de folletín D. Narcisa de Villar, considerada la primera novela catarinense, de la autora Ana Luisa de Castro Azevedo, fue publicada en el periódico literario A Marmota en 1858 e impresa en formato de libro en 1859 por el impresor Francisco Paula Brito, también editor y redactor del periódico. Se considera una de las primeras novelas escritas por mujeres brasileñas. Esta novela trata de una historia de amor imposible en la época colonial: Narcisa de Villar, una joven portuguesa, y su criado, un indio llamado Leonardo, pasan su infancia juntos y se enamoran. Sin embargo, la familia del personaje se opone a la unión, lo que supone una gran desgracia para la pareja. Con un giro propio del género literario (Narcisa y Leonardo son parientes consanguíneos), la narración utiliza elementos góticos, como el canto de un búho, los cuervos, la tormenta y la naturaleza abundante, además del misterio y el suspense, para retratar la amargura, fruto de la opresión dentro del contexto de la novela (una sociedad patriarcal), pero que guarda verosimilitud con la realidad femenina del siglo XIX, a la que se enfrenta D. Narcisa de Villar, nuestra protagonista, así como sus momentos de resistencia a todo lo que sucede. A través del investigación de documentos y bibliográfica y del modelo empleado por Hohlfeldt (2003) para el estudio de los folletines del siglo XIX, esta monografía pretende analizar, a partir de la lectura de la novela y de la aportación teórica, elementos como la construcción y características de los personajes y el tiempo y espacio de la narración. El análisis permitió observar la presencia del melodrama, con énfasis en los sentimientos de amor, odio, amistad, envidia y celos tan característicos de los seriales de la época. La estructura narrativa centrada en el recurso "continúa mañana" buscaba fidelizar al lector. La novela denuncia las opresiones sufridas por las mujeres y los indígenas de la época. ...
Institución
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação. Curso de Comunicação Social: Habilitação em Jornalismo.
Colecciones
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Tesinas de Curso de Grado (38354)Tesinas Comunicación Social (1937)
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