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dc.contributor.advisorHolzmann, Lorenapt_BR
dc.contributor.authorCruz, Thales Speroni Pereira dapt_BR
dc.date.accessioned2010-01-29T04:16:06Zpt_BR
dc.date.issued2009pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10183/18429pt_BR
dc.description.abstractCom as transformações ocorridas no mundo do trabalho a partir do final do século XX que levaram a uma intensificação da precarização do trabalho e o aumento do desemprego, as alternativas de geração de emprego e renda, sobretudo as que buscam efetivar-se por meio da autogestão, possuem grande relevância. Nesse sentido, o presente estudo problematiza o desenvolvimento da autonomia coletiva em empreendimentos de econômica solidária. Entende-se que este processo é composto por duas dimensões dialeticamente relacionadas: a das práticas, que se refere à forma como o empreendimento organiza seu cotidiano por meio de procedimentos e normas, e a da experiência (THOMPSON, 1981), noção que alude à forma como os sujeitos vivem as relações sociais (sobretudo laborais) que estão inseridos e que pode servir de parâmetro para ações futuras. Sendo assim, esta pesquisa busca responder o seguinte problema: qual a capacidade dos empreendimentos de economia solidária em constituir práticas de forma autônoma que tenham o potencial de estabelecer uma contestação do trabalhador aos valores internalizados durante sua trajetória ocupacional como assalariado? Denominam-se enquanto indicadores contingentes os elementos que têm capacidade de influência positiva e/ou negativa no desenvolvimento da autonomia coletiva: o processo de trabalho, a relação com agentes externos, a divisão dos ganhos, o processo decisório e o histórico ocupacional. A fim de responder o problema proposto, identificando a atuação dos indicadores contingentes, realizaram-se dois estudos de caso: um em uma cooperativa de confecção de Porto Alegre (Brasil) e outro em uma cooperativa de serviços sociais de Bilbao (Espanha). Foram feitas entrevistas em profundidade, análise documental e de discurso e observação sistemática do cotidiano de trabalho. Os empreendimentos mostraram-se viáveis economicamente, com metas de diversificação da produção, apesar do caso espanhol demonstrar forte dependência de recursos governamentais. Detectou-se nesse estudo, a dificuldade dos empreendimentos em superar o modo de encarar o trabalho internalizado durante a experiência assalariada, o que leva a uma conduta passiva dos trabalhadores em relação à participação nas decisões das cooperativas. Foram identificados como elementos que tendem a reforçar esta situação: a divisão de ganhos por produção individual, a inexistência ou fragilidade de um plano de formação, o distanciamento entre o cotidiano de trabalho e os espaços de participação, a contratação de assalariados e um modo de operação do poder por gestão de quadros.pt_BR
dc.description.abstractWhen we face the major changes that took place at labor relations since the end of the 20th century, which led to an intensified instability and increased unemployment, we become aware of the great importance that shall be given to the alternatives of employment and income generation - above all, those that try to reach such goal by self-administration associations. In this context, this paper analyzes the development of collective autonomy at supportive economy enterprises. It is known that this process is compounded by two dialectically related dimensions: those of the practice, that refers to the way enterprise arranges its routine through procedures and norms, and those of the experience (THOMPSON, 1981), a term that alludes to the way subjects live their social relations (specially labor ones) on which they are inserted and that may serve as a parameter for future actions. Thus, this research seeks to answer the following question: how far goes the capability of supportive economy enterprises to build practices on autonomous basis with enough potential to establish a retort of the employee to the values that were ingrained while conventional employing experience was set? ingrained while conventional employing experience was set? We consider contingent indicators the elements that have capability of positive and/or negative influence on the development of collective autonomy the process of labor, the relation with external agents, the profit sharing, the decision process and the occupational history. In order to answer the propounded question, identifying the way these contingent indicators act, two case-studies were performed: one at a manufacturing cooperative at Porto Alegre (Brazil) and the other at a social-services cooperative at Bilbao (Spain). It has been done deep interviews, documental and discursive analysis and the systematic observation of labor routine. The enterprises have proved to be economically viable, with production diversification goals - despite the great dependence on governmental funds that the Spanish case has shown. This study turned possible to register the hardship that those enterprises have on overcoming the way its associates face the work activities - which was instill while conventional employing experience was set - since it leads these workers to a passive attitude with regard to taking part in the cooperative decisions. Observations have identified some elements that tend to reinforce this behavior: the profit sharing on individual production basis, the inexistence or fragility of a plan in the making, the detachment between labors routine and the spaces of debate, the employee's admissions and a board management power administration mode.en
dc.description.abstractLas transformaciones en el mundo del trabajo ocurridas a partir del final del siglo XX implicaron una serie de alteraciones de las condiciones de trabajo dando lugar a situaciones cada vez más precarias y así mismo, generando un aumento del desempleo, ello favoreció la busca de otras alternativas de empleo y renta. El presente trabajo analiza el desarrollo de la autonomía colectiva en la forma de economía solidaria. Entiéndase que este es un proceso compuesto por dos dimensiones dialécticamente relacionadas: la primera trata la forma de emprendimiento, su organización, su cotidiano, sus normas y la segunda, conocida como la llamada de experiencia en la concepción, definida por THOMPSON (1981).De acuerdo con el autor la experiencia tiene que ver con la forma en como los sujetos viven sus relaciones sociales, principalmente las laborales, y como estas sirven de parámetros para acciones futuras. En este punto, surge la siguiente pregunta: ¿Cual es la capacidad de los emprendimientos de economía solidaria para constituir prácticas autónomas con potencial de respuesta, por parte del trabajador, a los valores inculcados durante su trayectoria ocupacional como asalariado? Son considerados como indicadores contingentes los elementos que tienen capacidad de influencia positiva y/o negativa en el desarrollo de la autonomía colectiva: el proceso de trabajo, la relación con los agentes externos, la dimisión de las ganancias, el proceso de decisión y el histórico ocupacional. Con el objetivo de buscar respuestas a las cuestiones citadas e identificar la actuación de los factores contingentes realizamos dos estudios tipo; el primero en una cooperativa de modistas en Porto Alegre (Brasil) y el segundo en Bilbao (País Vasco) en una cooperativa de servicios sociales. Se realizaron entrevistas técnicas, labores de documentación además de observaciones sistemáticas del trabajo cotidiano. Cabe destacar que ambos casos se mostraron viables económicamente a través de ramas de diversificación de la producción. Es necesario destacar que en el caso europeo hay una dependencia importante de la subvención estatal. Para concluir, debemos subrayar que existe una dificultad en la forma de interiorizar el trabajo durante experiencias previas asalariadas, que llevan a los trabajadores a una conducta más pasiva en la toma de decisiones al interno de la cooperativa. Fueron identificados elementos que refuerzan esta conducta como: la división de las ganancias, la falta o la fragilidad de un proceso de capacitación, el distanciamiento entre el trabajo cotidiano y los espacios de participación, y por último, la contratación de asalariados y una forma de operar con el poder que se clasifica como gestión de cuadros.es
dc.description.abstractXX. mendearen amaieran lanaren munduan buruturiko aldaketek, lan baldintzen eraldaketa bat gauzatu zuten, gizartean are eta egoera jasangaitzagoak sortuaz eta, era berean, langabezia tasak igoaz. Honek beste lanbide eta irabazi mota batzuen bilatzea bultzatu zuen. Proiektu honek, elkartasun-ekonomiaren barnean, talde-burujabetzak izan duen garapena jorratzen du. Garapen hau, dialektikoki elkar loturik dauden bi dimentsioz osaturik dagoen prozesu bat da: lehenak lan ekintzaren sormena, antolakuntza, egunerokoa eta arauak lantzen ditu; Bigarrena berriz, sortzearen esperientzia moduan ezagutzen da, THOMPSOMek definitua (1981). Idazlearen arabera, esperientzia, gizakiek bizi dituzten harreman sozialetan, batezere laneko harreman sozialetan, eta hauek etorkizunean burutuko diren ekintzetan eragingo duten parametroen sorreran oinarritzen da. Puntu honetan, ondorengo galdera sortzen da: Zein da elkartasun-ekonomian oinarritzen den lan ekintza autokudeatu berri batek duen ahalmena, langileek beraien lan ibilbidean zehar barneratu dituzten baloreekiko burujabetasuna lor dezaten eta erabaki ahalmena izan dezaten? Talde-burujabetza gauzatzean eragin positibo naiz/zein negatiboa duten elementuak, adierazle kontingente gisara ezagutzen dira: lan prozesua, kanpo eragileekiko harremana, irabazien gutxitzea, erabakitze prozesua eta pertsona bakoitzak burutu dituen zereginen historiala direlarik. Aipatu diren galderei erantzunak aurkitzeko helburuaz, eta aldagi kontingenteen eragina aztertzeko, bi ikerketa eredu burutu dira; Lehena Porto Alegren (Brasil), jostun kooperatiba betean eta bigarrena Bilbon (Euskal Herria), zerbitzu sozialen kooperatiba batean. Elkarrizketa teknikoak, dokumentazio lanak eta eguneroko lanaren jarraipen zuzenak aurrera eraman dira. Esan behar da, bi kasuak ere ekonomikoki bideragarriak agertu direla ekoizpen adarren dibertsifikazioa bultzatuz. Aipatu ere, Bilboko kasuan, estatu subentzioekiko menpekotasun nabaria dagoela. Bukatzeko, langileek, aurreko lanetan izaniko esperienziak barneratzeko eran, zailtasunak atzeman direala azpimarratu behar da. Zailtasun hauek, langilea jarrera paisiboetara bultzatuko dute, kooperatiba barnean hartu beharreko erabaki prozesuetan. Jokabide hau indartzen duten elementuak ere identifikatuak izan dira: irabazien banaketa, hezkuntza prozesuen ahultasuna edo gabezia, eguneroko lanaren eta parte-hartze espazioen arteko urruntzea, eta azkenik langileek erabakiak hartzerako orduan duten jokabidea eta boterearekiko gainontzeko harremanak, koadroen kudeaketa gisara ezagutzen direnak.eu
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsOpen Accessen
dc.subjectSelf-administrationen
dc.subjectEconomia solidáriapt_BR
dc.subjectCooperativismopt_BR
dc.subjectSupportive economyen
dc.subjectAutogestãopt_BR
dc.subjectCollective autonomyen
dc.subjectCooperativesen
dc.subjectExperienceen
dc.subjectAutogestiónes
dc.subjectEconomía solidariaes
dc.subjectAutonomía colectivaes
dc.subjectCooperativismoes
dc.subjectExperienciaes
dc.subjectAutokudeaketaeu
dc.subjectElkartasun-ekonomiaeu
dc.subjectTalde-burujabetzaeu
dc.subjectKooperatibismoaeu
dc.subjectEsperientziaeu
dc.titleO desenvolvimento da autonomia coletiva em empreendimentos de economia solidáriapt_BR
dc.typeTrabalho de conclusão de graduaçãopt_BR
dc.identifier.nrb000728463pt_BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal do Rio Grande do Sulpt_BR
dc.degree.departmentInstituto de Filosofia e Ciências Humanaspt_BR
dc.degree.localPorto Alegre, BR-RSpt_BR
dc.degree.date2009pt_BR
dc.degree.graduationCiências Sociais: Bachareladopt_BR
dc.degree.levelgraduaçãopt_BR


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