Entre o acolher e o ser acolhida : fissuras da docência e da interculturalidade ante a chegada do aluno imigrante
Fecha
2025Autor
Nivel académico
Doctorado
Tipo
Materia
Resumo
Esta tese nasce das inquietações que emergem no encontro entre o acolhimento, a docência e a presença do aluno imigrante na escola pública. A pesquisa, desenvolvida no âmbito da Educação, teve como objetivo geral construir com professoras/es, a partir de circulos de cultura, sentidos para as palavras "acolhimento" e "interculturalidade", no contexto de recepção a alunos imigrantes no primeiro ciclo do Ensino Fundamental na rede pública de ensino de Porto Alegre/RS e região metropolitana. A pesq ...
Esta tese nasce das inquietações que emergem no encontro entre o acolhimento, a docência e a presença do aluno imigrante na escola pública. A pesquisa, desenvolvida no âmbito da Educação, teve como objetivo geral construir com professoras/es, a partir de circulos de cultura, sentidos para as palavras "acolhimento" e "interculturalidade", no contexto de recepção a alunos imigrantes no primeiro ciclo do Ensino Fundamental na rede pública de ensino de Porto Alegre/RS e região metropolitana. A pesquisa adota uma metodologia qualitativa, de inspiração freireana e decolonial, construida por meio de circulos de cultura com professoras da educação básica, nos quais a escuta das narrativas, a problematização do vivido e a reflexão coletiva constituem o caminho analitico para compreender o acolhimento e a interculturalidade no cotidiano escolar. As narrativas docentes revelaram que acolher o outro, especialmente o aluno imigrante, implica também reconhecer-se como sujeito que precisa ser acolhido. Acolher, portanto, é verbo coletivo: exige condições materiais, emocionais e políticas; requer o reconhecimento da professora como intelectual e criadora de saberes, e da escola como território de produção de conhecimento, não de reprodução. Os resultados indicam que não há acolhimento possivel sem o acolhimento docente, e que a interculturalidade crítica emerge como o caminho, ou a chegada possível, que permite decolonizar a escola, reconfigurando as relações e os modos de ensinar e aprender. Os encontros também evidenciaram que a presença do aluno imigrante não é apenas um desafio pedagógico, mas uma oportunidade de questionar as colonialidades que ainda estruturam a escola, o currículo monocultural, a lingua hegemônica. A partir das vozes das professoras, compreende-se que acolher o imigrante é também decolonizar o olhar, é admitir que a escola não é neutra e que as relações pedagógicas são sempre atravessadas por histórias, desigualdades e afetos. Ao final do percurso, o que se constitui é uma compreensão ampliada do acolhimento: ele é movimento reciproco, práxis inacabada, caminho que se faz ao andar. O acolhimento, quando atravessado pela interculturalidade e sustentado na ética do cuidado e do diálogo, torna-se prática de resistência e esperança. Ele não se encerra com a pesquisa: é processo vivo, verbo em movimento, gesto inacabado de quem insiste em educar para a liberdade e em fazer da escola um lugar onde a vida possa, enfim, caber. ...
Abstract
This thesis emerges from the concerns that arise at the intersection of care, teaching, and the presence of immigrant students in public schools. The research, developed within the field of Education, had as its main objective to construct, together with teachers, through culture circles, meanings for the words "care" and "interculturality" in the context of welcoming immigrant students in the first years of elementary education in the public school system of Porto Alegre (RS) and its metropoli ...
This thesis emerges from the concerns that arise at the intersection of care, teaching, and the presence of immigrant students in public schools. The research, developed within the field of Education, had as its main objective to construct, together with teachers, through culture circles, meanings for the words "care" and "interculturality" in the context of welcoming immigrant students in the first years of elementary education in the public school system of Porto Alegre (RS) and its metropolitan region. The research adopts a qualitative methodology, inspired by Freirean and decolonial perspectives, developed through culture circles with basic education teachers, in which listening to narratives, the problematization of lived experiences, and collective reflection constitute the analytical path to understanding welcoming practices and interculturality in everyday school life. The teachers' narratives revealed that welcoming the other especially the immigrant student also implies recognizing oneself as a subject who needs to be welcomed. Therefore, to welcome is a collective verb: it demands material, emotional, and political conditions; it requires the recognition of the teacher as an intellectual and creator of knowledge, and of the school as a territory of knowledge production, not mere reproduction. The findings indicate that there can be no genuine welcoming of students without the welcoming of teachers, and that critical interculturality emerges as the possible path - or arrival - that allows the decolonization of the school, reconfiguring relationships and ways of teaching and learning. The encounters also revealed that the presence of the immigrant student is not merely a pedagogical challenge but an opportunity to question the colonialities that still structure the school, the monocultural curriculum, and the hegemonic language. From the voices of teachers, it becomes clear that welcoming the immigrant also means decolonizing the gaze - it is to acknowledge that the school is not neutral and that pedagogical relationships are always traversed by histories, inequalities, and affections. At the end of this journey, what emerges is an expanded understanding of care and welcoming: it is a reciprocal movement, an unfinished praxis, a path that is made by walking. When traversed by interculturality and grounded in the ethics of care and dialogue, welcoming becomes a practice of resistance and hope. It does not end with the research-it is a living process, a verb in motion, the unfinished gesture of those who persist in educating for freedom and in making school a place where life can, at last, belong. ...
Resumen
Esta tesis nace de las inquietudes que emergen en el encuentro entre el acogimiento, la docencia y la presencia del alumno inmigrante en la escuela pública. La investigación, desarrollada en el ámbito de la Educación, tuvo como objetivo general construir, junto con maestras y maestros, a partir de circulos de cultura, sentidos para las palabras "acogimiento" e "interculturalidad", en el contexto de recepción de estudiantes inmigrantes en el primer ciclo de la enseñanza primaria en la red públic ...
Esta tesis nace de las inquietudes que emergen en el encuentro entre el acogimiento, la docencia y la presencia del alumno inmigrante en la escuela pública. La investigación, desarrollada en el ámbito de la Educación, tuvo como objetivo general construir, junto con maestras y maestros, a partir de circulos de cultura, sentidos para las palabras "acogimiento" e "interculturalidad", en el contexto de recepción de estudiantes inmigrantes en el primer ciclo de la enseñanza primaria en la red pública de Porto Alegre (RS) y su región metropolitana La investigación adopta una metodología cualitativa, de inspiración freireana y decolonial, desarrollada a través de circulos de cultura con docentes de educación básica, en los cuales la escucha de narrativas, la problematización de lo vivido y la reflexión colectiva constituyen el camino analítico. Las narraciones docentes revelaron que acoger al otro especialmente al alumno inmigrante implica también reconocerse como sujeto que necesita ser acogido. Acoger, por lo tanto, es un verbo colectivo: exige condiciones materiales, emocionales y políticas; requiere el reconocimiento de la maestra como intelectual y creadora de saberes, y de la escuela como territorio de producción de conocimiento, no de reproducción. Los resultados indican que no hay acogimiento posible sin el acogimiento docente, y que la interculturalidad critica emerge como el camino, o la llegada posible, que permite descolonizar la escuela, reconfigurando las relaciones y los modos de enseñar y aprender. Los encuentros también evidenciaron que la presencia del alumno inmigrante no es solo un desafio pedagógico, sino una oportunidad para cuestionar las colonialidades que aún estructuran la escuela, el curriculo monocultural y la lengua hegemónica. A partir de las voces de las maestras, se comprende que acoger al inmigrante es también descolonizar la mirada, admitir que la escuela no es neutra y que las relaciones pedagógicas están siempre atravesadas por historias, desigualdades y afectos. Al final del recorrido, se constituye una comprensión ampliada del acogimiento: es un movimiento recíproco, una praxis inacabada, un camino que se hace al andar. El acogimiento, cuando es atravesado por la interculturalidad y sostenido en la ética del cuidado y del diálogo, se convierte en una práctica de resistencia y esperanza. No se cierra con la investigación: es un proceso vivo, un verbo en movimiento, un gesto inacabado de quien insiste en educar para la libertad y en hacer de la escuela un lugar donde la vida pueda, por fin, tener cabida. ...
Institución
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.
Colecciones
-
Ciencias Humanas (8022)Educación (2666)
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