Fronteiras úmidas do Rio Grande do Sul : um estudo histórico-cartográfico
| dc.contributor.advisor | Dorfman, Adriana | pt_BR |
| dc.contributor.author | Pinto, Fernando Pires | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-01-21T07:56:20Z | pt_BR |
| dc.date.issued | 2025 | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10183/300576 | pt_BR |
| dc.description.abstract | O presente trabalho tem como objetivo analisar a geografia e a história das fronteiras internacionais úmidas do Rio Grande do Sul a partir de cartografia, acordos e tratados diplomáticos. A fundamentação teórica e histórica é discutida com base em Pauwels, Heinsfeld, Machado, Golin, Dorfman e Myskiw, evidenciando que, apesar da estabilidade jurídica, muitos limites se apoiam em elementos naturais sujeitos a mudanças contínuas. Os limites úmidos estudados — rios Uruguai, Quaraí e Jaguarão, a Lagoa Mirim e ar roios como Mina, Moirões, Jaguarão - Chico e São Luiz — compõem grande parte da divisa com Uruguai e Argentina, definidos por tratados firmados entre 1750 e 1909. A metodologia adota a abordagem socioespacial de Lencioni e Trindade, articulando revisão bibli ográfica, análise documental e comparação entre mapas históricos (séculos XVIII – XX) e cartografia contemporânea (IBGE, ANA, BDGEx e imagens orbitais). Essa triangulação permitiu interpretar a fronteira como processo socioambiental dinâmico. Os resultados i ndicam que, embora os tratados fixem oficialmente os limites, os cursos d’água sofreram alterações relevantes por assoreamento, erosão, mobilidade de talvegues e formação de meandros abandonados. O rio Quaraí destacou - se pela instabilidade, com cheias que modificaram margens, deslocaram ilhas e reacenderam disputas pontuais, como no Rincón de Artigas. O rio Jaguarão e seus afluentes também apresentam mudanças ligadas a variações hidrológicas, enquanto o rio Uruguai, mais estável em escala regional, mostra v ariações marginais significativas em eventos extremos. A comparação cartográfica evidencia a evolução tecnológica, desde mapas antigos com grande margem de erro até a precisão atual proporcionada por SIG, sensoriamento remoto e GNSS. Conclui - se que os limites úmidos do Rio Grande do Sul constituem uma zona de forte interação entre natureza e política, exigindo monitoramento e cooperação contínuos. | pt_BR |
| dc.description.abstract | he present study aims to analyze the geography and history of the international wet boundaries of Rio Grande do Sul based on cartography, agreements, and diplomatic treaties. The theoretical and historical framework is discussed through the works of Pauwels, Heinsfeld, Machado, Golin, Dorfman, and Myskiw, demonstrating that, despite legal stability, many boundaries rely on natural elements subject to contin uous change. The wet limits examined — the Uruguay, Quaraí, and Jaguarão rivers, the Mirim Lagoon, and streams such as Mina, Moirões, Jaguarão - Chico, and São Luiz — form a large part of the border with Uruguay and Argentina, defined by treaties signed between 1750 and 1909. The m ethodology adopts the socio - spatial approach of Lencioni and Trindade, combining bibliographic review, documentary analysis, and comparison between historical maps (18th – 20th centuries) and contemporary cartography (IBGE, ANA, BDGEx, and orbital imagery). This triangulation enabled the frontier to be interpreted as a dynamic socio - environmental process. The results indicate that, although the treaties officially establish the boundaries, the watercourses have undergone significant changes due to sedimentati on, erosion, talweg mobility, and the formation of abandoned meanders. The Quaraí River stood out for its instability, with floods that altered banks, displaced islands, and reignited localized disputes, such as in the Rincón de Artigas. The Jaguarão River and its tributaries also show changes linked to hydrological variation, while the Uruguay River, more stable on a regional scale, presents notable marginal shifts during extreme events. The cartographic comparison highlights technological evolution, from older maps with large margins of error to the current precision provided by GIS, remote sensing, and GNSS. It is concluded that the fluvial boundaries of Rio Grande do Sul constitute a zone of strong interaction between nature and politics, requiring conti nuous monitoring and cooperation | en |
| dc.format.mimetype | application/pdf | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Open Access | en |
| dc.subject | Fronteiras | pt_BR |
| dc.subject | International limits | en |
| dc.subject | Tratados internacionais | pt_BR |
| dc.subject | Historical cartography | en |
| dc.subject | Cartografia histórica | pt_BR |
| dc.subject | Fluvial dynamics | en |
| dc.subject | Rio Grande do Sul | pt_BR |
| dc.subject | Diplomatic agreements | en |
| dc.title | Fronteiras úmidas do Rio Grande do Sul : um estudo histórico-cartográfico | pt_BR |
| dc.type | Trabalho de conclusão de graduação | pt_BR |
| dc.identifier.nrb | 001299828 | pt_BR |
| dc.degree.grantor | Universidade Federal do Rio Grande do Sul | pt_BR |
| dc.degree.department | Instituto de Geociências | pt_BR |
| dc.degree.local | Porto Alegre, BR-RS | pt_BR |
| dc.degree.date | 2025 | pt_BR |
| dc.degree.graduation | Geografia: Bacharelado | pt_BR |
| dc.degree.level | graduação | pt_BR |
Files in this item
This item is licensed under a Creative Commons License

