Determinantes da fragilidade física em idosos institucionalizados : um estudo transversal
Fecha
2025Autor
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Nivel académico
Maestría
Tipo
Materia
Resumo
A fragilidade física é uma condição multidimensional caracterizada por um declínio nas reservas fisiológicas e maior vulnerabilidade a desfechos adversos em idosos. Os objetivos deste estudo foram analisar os fatores associados à fragilidade física em idosos institucionalizados e comparar variáveis de saúde física, morfológica, clínica e mental entre idosos institucionalizados com diferentes classificações de fragilidade. Trata-se de um estudo transversal de amostragem não probabilística realiz ...
A fragilidade física é uma condição multidimensional caracterizada por um declínio nas reservas fisiológicas e maior vulnerabilidade a desfechos adversos em idosos. Os objetivos deste estudo foram analisar os fatores associados à fragilidade física em idosos institucionalizados e comparar variáveis de saúde física, morfológica, clínica e mental entre idosos institucionalizados com diferentes classificações de fragilidade. Trata-se de um estudo transversal de amostragem não probabilística realizado em instituições de longa permanência para idosos. Participaram do estudo 100 idosos institucionalizados (77.17±9.1 anos) de ambos os sexos. A fragilidade foi avaliada segundo os critérios de Fried e os participantes foram avaliados nos testes Timed Up and Go (TUG) e Short Physical Performance Battery (SPPB). Variáveis clínicas – doenças, medicamentos, quedas e internações – foram obtidas através de prontuário e autorelato dos participantes. Variáveis morfológicas foram medidas por ultrassonografia. A qualidade de vida, percepção de saúde, solidão e sintomas depressivos foram avaliados através de questionários específicos. As comparações entre os grupos foram realizadas por meio de ANOVA unidirecional ou Kruskal-Wallis, seguidas de testes post hoc apropriados. A associação entre variáveis preditoras e a fragilidade foi avaliada por regressão logística ordinal com teste de razão de verossimilhança para comparação entre modelos. Os grupos de fragilidade diferiram significativamente quanto à pontuação do SPPB, somatório da espessura muscular, desempenho no teste TUG, sintomas depressivos, solidão, qualidade de vida e histórico de quedas nos últimos seis meses (p < 0,05). Não foram observadas diferenças significativas quanto ao tempo de admissão na instituição (p = 0,071), ao número de doenças (p = 0,144), às internações no último ano (p = 0,274), ao número de medicamentos utilizados (p = 0,737), percepção de saúde (p=0,045) e índice de sarcopenia por ultrassonografia (p = 0,107). A análise de regressão logística ordinal mostrou que bom desempenho no teste TUG (OR = 49.40; 95% CI = 9.39–259.65; p < 0.001), não ter sintomas depressivos (OR = 2.80; 95% CI = 1.06–7.37; p < 0.003), não ter tido quedas nos últimos 6 meses (OR = 4.17; 95% CI = 1.53–11.37; p = 0.005 e polifarmarmácia (OR = 0.19; 95% CI = 0.05–0.73; p = 0.01) foram significativamente associados a maiores chances dos indivíduos estarem em níveis menores de fragilidade. Idosos frágeis apresentaram pior desempenho físico e psicológico, menor massa muscular e mais quedas em comparação aos robustos. Função física, sintomas depressivos, polifarmácia e quedas mostraram associação significativa com a fragilidade. Esses achados reforçam a necessidade de deslocar a tomada de decisão clínica para além da idade cronológica, considerando a fragilidade como um determinante fundamental das necessidades de saúde e cuidados. Estratégias integrando aspectos funcionais, psicológicos e clínicos podem auxiliar na prevenção da fragilidade física em idosos institucionalizados. ...
Abstract
Physical frailty is a multidimensional condition characterized by a decline in physiological reserves and increased vulnerability to adverse outcomes in older adults. The objectives of this study were to analyze the factors associated with physical frailty in institutionalized older adults and to compare physical, morphological, clinical, and mental health variables among institutionalized older adults with different categories of frailty. This is a cross-sectional study with non-probabilistic ...
Physical frailty is a multidimensional condition characterized by a decline in physiological reserves and increased vulnerability to adverse outcomes in older adults. The objectives of this study were to analyze the factors associated with physical frailty in institutionalized older adults and to compare physical, morphological, clinical, and mental health variables among institutionalized older adults with different categories of frailty. This is a cross-sectional study with non-probabilistic sampling conducted in nursing homes. A total of 100 institutionalized older adults (77.17 ± 9.1 years), of both sexes, participated in the study. Physical frailty was assessed using Fried's criteria, and participants were evaluated with the Timed Up and Go (TUG) test and the Short Physical Performance Battery (SPPB). Clinical variables—including diseases, medication use, falls, and hospitalizations—were obtained from medical records and self-reports. Morphological variables were measured using ultrasound. Quality of life, health perception, loneliness, and depressive symptoms were mesured using specific questionnaires. Group comparisons were performed using one-way ANOVA or the Kruskal–Wallis test, followed by appropriate post hoc tests. The association between predictor variables and frailty was assessed using ordinal logistic regression, with likelihood ratio tests for model comparison. Group comparisons were performed using one-way ANOVA or the Kruskal– Wallis test, followed by appropriate post hoc tests. The association between predictor variables and frailty was assessed using ordinal logistic regression, with likelihood ratio tests for model comparison. Frailty groups differed significantly in SPPB scores, total muscle thickness, TUG test performance, depressive symptoms, loneliness, quality of life, and fall history in the past six months (p < 0.05) across frailty groups. No significant differences were observed regarding length of stay in the institution (p = 0.071), number of diseases (p = 0.144), hospitalizations in the past year (p = 0.274), number of medications used (p = 0.737), health perception (p = 0.045), and ultrasound sarcopenia index (p = 0.107). Ordinal logistic regression analysis showed that better performance on the TUG test (OR = 49.40; 95% CI = 9.39–259.65; p < 0.001), absence of depressive symptoms (OR = 2.80; 95% CI = 1.06–7.37; p < 0.003), having had no falls in the past six months (OR = 4.17; 95% CI = 1.53–11.37; p = 0.005), and polypharmacy (OR = 0.19; 95% CI = 0.05–0.73; p = 0.01) were significantly associated with higher odds of being at lower levels of frailty. Frail older adults showed poorer physical and psychological performance, lower muscle mass, and more falls compared to robust individuals. Physical function, depressive symptoms, polypharmacy, and falls were significantly associated with frailty. These findings highlight the need to move clinical decision-making beyond chronological age, considering frailty as a key determinant of health and care needs. Strategies integrating functional, psychological, and clinical aspects may help prevent physical frailty in institutionalized older adults. ...
Institución
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano.
Colecciones
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Ciencias de la Salud (9677)
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