Indigenizar a luta contra a desinformação : percursos decoloniais para a Lei 11.645/2008
| dc.contributor.advisor | Sousa, Rodrigo Silva Caxias de | pt_BR |
| dc.contributor.author | Almeida, Aliriane Ferreira | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2025-10-16T08:01:40Z | pt_BR |
| dc.date.issued | 2025 | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10183/297998 | pt_BR |
| dc.description.abstract | Esta pesquisa objetiva compreender o fenômeno da desinformação sobre os povos indígenas e como ele interfere na aplicação da Lei 11.645/2008, que obriga o ensino da história e das culturas indígenas no currículo escolar (fundamental e médio). A investigação parte do questionamento sobre como este fenômeno afeta a implementação da Lei e segue o caminho de uma perspectiva decolonial, conectando os campos da Educação, das Políticas Públicas e da Ciência da Informação. Tem como seus objetivos específicos: a) discutir as questões étnico-raciais e decoloniais no espaço epistemológico da CI; b) contextualizar o campo das políticas públicas como alternativa decolonial; c) analisar a percepção e as manifestações sobre desinformação presentes na fala das pessoas participantes do estudo; d) identificar o entendimento das pessoas participantes sobre qual o seu papel na política pública e na implementação da Lei 11.645/2008; e) interpretar o que se mostra nas falas das pessoas sobre como a desinformação pode afetar a implementação da Lei 11.645/2008. Para isso, adota abordagem qualitativa, com caráter descritivo e exploratório, usando como método a Análise Textual Discursiva (ATD). O corpus é formado por cinco entrevistas com pessoas indígenas que atuam na formação de educadores(as) e que participaram de cursos oferecidos por duas universidades públicas do Rio Grande do Sul, com foco na referida lei. Alinha-se com a Declaração da IFLA sobre Conhecimento Tradicional Indígena, a Convenção 169 da OIT, a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas e a Década Internacional das Línguas Indígenas (2022–2032), além do ODS 18 da Agenda 2030. Adere aos estudos que entendem a desinformação mais do que conteúdo, mas como algo estrutural, histórico e ligado à forma como o saber foi construído no contexto da colonialidade. Evidencia que ela afeta diretamente aspectos importantes da vivência indígena: o Corpo, o Tempo, a Palavra e o Afeto. Essas quatro categorias surgem a partir da análise e mostram como a desinformação apaga histórias e nega direitos, mas também como há resistência e sobrevivência. As falas ouvidas iluminam o fato de que a desinformação é algo vivido no dia a dia, mais do que um conceito teórico, assim, o enfrentamento da desinformação e a efetivação da Lei precisam considerar essas dimensões sensíveis. Reforça a urgência de políticas públicas que não fiquem apenas no papel, mas que dialoguem com as vivências reais das comunidades indígenas. Protagonismo, autonomia e garantia de direitos são as premissas que sustentam a análise e reforçam a necessidade de pensar políticas públicas como processos construídos junto com os povos indígenas. Mostra, ainda, que é preciso mudar a forma como se entende os conceitos de informação e desinformação quando se trata dos povos indígenas. A pesquisa contribui para a Ciência da Informação ao ampliar seu campo de atuação, valorizando os saberes indígenas e reforçando o seu papel fundamental como mediadora cultural, com uma atuação ética, transformadora e conectada aos territórios. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Esta investigación busca comprender el fenómeno de la desinformación sobre los pueblos indígenas y cómo interfiere en la aplicación de la Ley 11.645/2008, que obliga la enseñanza de la historia y las culturas indígenas en el currículo escolar (educación primaria y secundaria). La investigación parte de una perspectiva decolonial y conecta los campos de la Educación, las Políticas Públicas y la Ciencia de la Información. Adopta un enfoque cualitativo, de carácter descriptivo y exploratorio, utilizando como método el Análisis Textual Discursivo (ATD). El corpus está compuesto por cinco entrevistas con personas indígenas que actúan en la formación de educadores(as) y que participaron en cursos ofrecidos por dos universidades públicas del estado de Rio Grande do Sul, con énfasis en la mencionada ley. La investigación se alinea con la Declaración de la IFLA sobre el Conocimiento Tradicional Indígena, el Convenio 169 de la OIT, la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas y el Decenio Internacional de las Lenguas Indígenas (2022–2032), además del ODS 18 de la Agenda 2030. Se adhiere a los estudios que comprenden la desinformación no solo como contenido, sino como un fenómeno estructural, histórico y vinculado a la forma en que el conocimiento fue construido en el contexto de la colonialidad. La investigación evidencia que la desinformación afecta directamente aspectos fundamentales de la vivencia indígena: el Cuerpo, el Tiempo, la Palabra y el Afecto. Estas cuatro categorías emergen del análisis y revelan cómo la desinformación borra historias y niega derechos, pero también cómo existen resistencia y supervivencia. Los relatos escuchados iluminan el hecho de que la desinformación es algo vivido cotidianamente, más que un concepto teórico. Por lo tanto, el enfrentamiento de la desinformación y la efectividad de la ley deben considerar estas dimensiones sensibles. Esta investigación contribuye a la Ciencia de la Información al ampliar su campo de actuación, valorizando los saberes indígenas. Refuerza la urgencia de políticas públicas que no se limiten al papel, sino que dialoguen con las vivencias reales de las comunidades indígenas. El protagonismo, la autonomía y la garantía de derechos son las premisas que sustentan el análisis y reafirman la necesidad de pensar las políticas públicas como procesos construidos junto con los pueblos indígenas. Asimismo, demuestra que es necesario cambiar la forma en que se entienden los conceptos de información y desinformación cuando se trata de los pueblos indígenas. La investigación destaca el papel fundamental de la Ciencia de la Información como mediadora cultural, con una actuación ética, transformadora y conectada con los territorios. | es |
| dc.format.mimetype | application/pdf | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Open Access | en |
| dc.subject | Desinformación | es |
| dc.subject | Desinformação | pt_BR |
| dc.subject | Políticas públicas | es |
| dc.subject | Povos indígenas | pt_BR |
| dc.subject | Ensino | pt_BR |
| dc.subject | Pueblos indígenas | es |
| dc.subject | Ley 11.645/2008 | es |
| dc.title | Indigenizar a luta contra a desinformação : percursos decoloniais para a Lei 11.645/2008 | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.contributor.advisor-co | Mintegui, Evelin Melo | pt_BR |
| dc.identifier.nrb | 001293686 | pt_BR |
| dc.degree.grantor | Universidade Federal do Rio Grande do Sul | pt_BR |
| dc.degree.department | Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação | pt_BR |
| dc.degree.program | Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação | pt_BR |
| dc.degree.local | Porto Alegre, BR-RS | pt_BR |
| dc.degree.date | 2025 | pt_BR |
| dc.degree.level | mestrado | pt_BR |
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