Práticas urbanas insurgentes como participação popular no planejamento urbano
Fecha
2024Otro título
Insurgent urban practices as popular participation
Materia
Resumo
Este artigo é fruto de um pensamento que investiga formas de atuação política e estética na cidade contemporânea. Debatemos como práticas urbanas insurgentes, que reconhecemos nas okupas, utilizam-se do espaço para produzir enunciados contrahegemônicos. Propomos relacionar uma série de ocupações, como um modo próprio de participação popular, em que grupos exoneram a coerção do Estado ou da propriedade privada, e investem em um poder de gestão coletiva paralelo por meio da ação direta. A noção d ...
Este artigo é fruto de um pensamento que investiga formas de atuação política e estética na cidade contemporânea. Debatemos como práticas urbanas insurgentes, que reconhecemos nas okupas, utilizam-se do espaço para produzir enunciados contrahegemônicos. Propomos relacionar uma série de ocupações, como um modo próprio de participação popular, em que grupos exoneram a coerção do Estado ou da propriedade privada, e investem em um poder de gestão coletiva paralelo por meio da ação direta. A noção de política nessas ocupações atinge, assim, duas coordenadas: uma que produz movimentos sobre o mundo físico — intervenção espacial e contaminação afetiva nos participantes — e outra que produz narrativas a partir do espaço — as quais devem ultrapassar seus limites e furar os bloqueios de um ordenamento social. Ambas coordenadas partem de um devir acionado por conflitos, em que tais práticas visam a desterritorialização de narrativas hegemônicas para, assim, produzirem seus próprios territórios dissidentes. ...
Abstract
This paper is the result of a thought that investigates forms of political and aesthetic action in the contemporary city. We debate how insurgent urban practices, which we recognize as okupas, use space to produce counter-hegemonic statements. We propose to relate a series of squatting, as a specific form of popular participation, in which groups exempt themselves from coercion by the State or private property, and invest in a parallel collective management power through direct action. The noti ...
This paper is the result of a thought that investigates forms of political and aesthetic action in the contemporary city. We debate how insurgent urban practices, which we recognize as okupas, use space to produce counter-hegemonic statements. We propose to relate a series of squatting, as a specific form of popular participation, in which groups exempt themselves from coercion by the State or private property, and invest in a parallel collective management power through direct action. The notion of politics in these squatting thus reaches two coordinates: one that produces movements in the physical world — spatial intervention and affective contamination in participants — and another that produces narratives from space — which must exceed its limits and break through the blockages of a social order. Both coordinates depart from a becoming triggered by conflicts, in which such practices aim to deterritorialize hegemonic narratives to, thus, produce their own dissident territories. ...
En
Pixo: revista de arquitetura, cidade e contemporaneidade. Pelotas. Vol. 8, n.28(2024), p. 128-141
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